Uma simulação recente colocou dois hábitos frente a frente para comparar seus impactos no corpo humano: o cigarro tradicional e o cigarro eletrônico. O objetivo foi mostrar, de forma visual e direta, o que acontece no organismo em cada caso.
A dependência de nicotina continua elevada no mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 1 em cada 5 adultos ainda consome nicotina regularmente. Ao mesmo tempo, pesquisas no Reino Unido apontam uma mudança de comportamento: o uso de cigarros eletrônicos já supera o consumo de produtos tradicionais de tabaco em alguns levantamentos.
Parte dessa mudança está ligada à facilidade de acesso aos dispositivos eletrônicos, especialmente os modelos descartáveis e com sabores variados, que se tornaram populares entre jovens. Outro fator é a percepção de que o vape seria menos prejudicial para quem já fuma.
O que acontece quando alguém fuma
A simulação destaca que cada tragada de um cigarro libera cerca de 7.000 substâncias químicas. Entre elas estão compostos associados ao câncer, como benzeno, formaldeído e arsênio.
O cigarro também contém alcatrão. Segundo a American Cancer Society, um único cigarro pode ter entre 8 e 43 miligramas dessa substância, dependendo do tipo. O alcatrão está ligado ao acúmulo de resíduos nos pulmões e ao aumento do risco de tumores.
Outro componente presente é o monóxido de carbono. Esse gás reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio, diminuindo a quantidade que chega aos órgãos. Com menos oxigênio disponível, o coração e o cérebro trabalham sob maior esforço.
Além disso, o tabaco contém nitrosaminas específicas, substâncias que podem provocar mutações no DNA. O tabagismo está associado a maior risco de câncer, doenças pulmonares e acidente vascular cerebral.
Como o vape se diferencia
O cigarro eletrônico funciona sem combustão. Em vez de queimar o tabaco, ele aquece um líquido que gera aerossol. A ausência de queima reduz significativamente a quantidade de substâncias tóxicas liberadas.
Estudos citados por autoridades de saúde do Reino Unido indicam que o vape pode conter cerca de 95% menos compostos tóxicos do que o cigarro tradicional. Pesquisas também apontam que pessoas que substituem o cigarro pelo eletrônico apresentam menor exposição a toxinas