Médico explica os riscos da “pior coisa que você pode fazer com o seu corpo”

📅 01/03/2026 👁️ 7 visualizações 🏷️ Saúde

Em meio à avalanche de dicas sobre dietas radicais, treinos intensos e até injeções para emagrecimento, um cirurgião cardiovascular decidiu chamar atenção para algo muito mais básico. Segundo ele, existe um hábito comum que pode anular qualquer esforço em busca de saúde.

O médico norte-americano Jeremy London, que soma centenas de milhares de inscritos no YouTube, afirmou em um vídeo que o tabagismo é o pior comportamento possível para o corpo humano. Para ele, nenhuma outra escolha prejudicial chega tão perto em termos de impacto geral.

Ele explicou: “Os três principais fatores de risco evitáveis para mortalidade por todas as causas são tabagismo, má alimentação e pressão alta. Agora vamos começar pelo pior deles, o cigarro”. Em seguida, reforçou: “Sem dúvida, é a pior coisa que você pode fazer ao seu corpo. Ele danifica praticamente todos os sistemas de órgãos, aumenta o risco de infarto, derrame e é responsável pela grande maioria das mortes por câncer de pulmão”.

Os números ajudam a dimensionar o problema. De acordo com o médico, cerca de uma em cada cinco mortes está ligada ao uso de tabaco. Ele aconselha quem fuma a refletir seriamente sobre parar. “Se você fuma, pense profundamente em abandonar o hábito. É a medida mais poderosa que você pode tomar pela sua saúde”, afirmou.

O impacto silencioso no organismo

O cigarro não afeta apenas os pulmões. A fumaça contém milhares de substâncias químicas que entram na corrente sanguínea e circulam por todo o corpo. O resultado pode incluir danos ao coração, aos vasos sanguíneos e ao cérebro.

Entre as consequências associadas ao tabagismo estão demência, problemas nas articulações, distúrbios digestivos, perda de audição e visão, além de hipertensão. Muitas dessas condições se desenvolvem ao longo de anos, o que dificulta perceber o estrago enquanto ele acontece.

A pressão alta, aliás, foi citada como outro fator crítico. O médico a descreveu como “assassina silenciosa”, destacando que muitas pessoas convivem com níveis elevados sem saber. A condição sobrecarrega o coração e aumenta o risco de eventos cardiovasculares graves.

Alimentação e estilo de vida também entram na conta

Além do cigarro, a má alimentação aparece como vilã relevante. Dietas pobres em frutas e vegetais, ricas em gorduras trans e alimentos ultraprocessados estão associadas a um grande número de mortes, principalmente por doenças cardiovasculares.

Segundo o especialista, a boa notícia é que tanto a pressão alta quanto muitos problemas ligados à alimentação podem ser modificados. Mudanças no estilo de vida, controle do estresse e, quando necessário, uso de medicamentos fazem parte das estratégias recomendadas.

O alerta contrasta com a busca por soluções rápidas para emagrecer ou ganhar condicionamento físico. Para o médico, abandonar o tabagismo continua sendo a atitude mais decisiva quando o assunto é aumentar as chances de uma vida mais longa e com menos complicações de saúde.