O suplemento de creatina voltou ao centro das discussões nas redes sociais depois que um influenciador decidiu mostrar, na prática, como seu corpo reagiu ao uso e à pausa da substância.
Cillian Domican, criador de conteúdo sobre treino e condicionamento físico, publicou um vídeo comparando duas fases distintas: enquanto utilizava creatina e após interromper o consumo por três meses. As imagens rapidamente geraram debate entre seguidores atentos às mudanças visíveis.
Logo no início do vídeo, ele aparece durante o período em que fazia suplementação. Em seguida, mostra como ficou depois de suspender o produto. A diferença chamou atenção principalmente pelo volume muscular.
Nos comentários, parte do público afirmou que ele aparentava ter mais massa muscular durante o uso. Outros disseram que ele parecia mais definido e “mais seco” quando estava suplementando.
O que é a creatina e como ela atua
Cillian tirou uma foto enquanto tomava creatina (TikTok/@Cillianfit)
A creatina é uma substância naturalmente produzida pelo corpo humano. Fígado, rins e pâncreas são responsáveis por sua síntese. Além disso, ela também pode ser obtida por meio da alimentação, principalmente em carnes e laticínios.
Segundo informações médicas amplamente divulgadas por instituições como a Cleveland Clinic, cerca de 95% da creatina presente no organismo é direcionada aos músculos esqueléticos, onde é utilizada durante atividades físicas. O restante é distribuído para órgãos como coração e cérebro.
Nos músculos, a creatina participa da produção rápida de energia. Esse mecanismo é essencial em exercícios de alta intensidade e curta duração, como musculação, tiros de corrida e movimentos explosivos.
Cillian compartilhou uma foto depois de parar de tomar creatina (TikTok/@Cillianfit)
Embora não seja responsável por criar músculos diretamente, a substância melhora o desempenho. Com mais energia disponível, o praticante consegue treinar com maior intensidade e, ao longo do tempo, isso favorece ganhos de força e massa muscular.
A suplementação é encontrada em diferentes formatos, como pó, cápsulas, líquidos e até barras energéticas.
O que dizem especialistas e pesquisas
O nutricionista e especialista em performance Alan Aragon comentou sobre o tema em entrevista ao podcast Diary of a CEO, apresentado por Steven Bartlett. Ele foi direto ao classificar a creatina como “rei” dos suplementos.
“Quase não existe nada que a creatina não possa fazer”, afirmou. “Ela traz benefícios musculoesqueléticos. Acredite ou não, também há benefícios para a saúde das articulações.”
Aragon explicou ainda que os efeitos não se limitam ao desempenho físico. Estudos apontam possíveis impactos positivos na memória, na cognição e até no controle da glicose.
Ele destacou que existem possivelmente mais de mil estudos avaliando os efeitos da creatina. A maioria aponta resultados favoráveis.
Ao comparar grupos de pessoas que utilizam e que não utilizam o suplemento, Aragon mencionou números expressivos. “Se você comparar um grupo tomando creatina com outro que não toma, o grupo da creatina pode ter um aumento de 20% na capacidade de levantar peso”, disse. “Já o grupo sem creatina costuma apresentar algo em torno de 12% ao longo de um período típico de estudo. Isso representa um ganho de força significativo.”
No caso de Cillian, a experiência pessoal acabou ilustrando, em imagens, um debate que já existe há décadas na ciência do esporte. As diferenças físicas mostradas por ele reacenderam discussões sobre retenção de líquido muscular, volume e definição.
Enquanto parte do público enxerga a creatina como aliada indispensável nos treinos, outros preferem avaliar os efeitos individualmente antes de incluir o suplemento na rotina.