Enfermeira de cuidados paliativos revela as coisas mais perturbadoras que as pessoas fazem antes de morrer

📅 07/03/2025 👁️ 3 visualizações 🏷️ Saúde
Enfermeira de cuidados paliativos revela as coisas mais perturbadoras que as pessoas fazem antes de morrer

Julie McFadden, uma enfermeira especializada em cuidados paliativos, dedica sua carreira a desmistificar um dos temas mais delicados da vida: o processo da morte. Com vídeos informativos e um livro sobre o assunto, ela busca ajudar famílias a compreenderem os sinais físicos que surgem nos momentos finais, reduzindo o medo e a ansiedade que cercam esse momento. Entre os fenômenos que mais causam impacto nos familiares, dois se destacam por sua frequência e pela reação que provocam: as alterações na respiração e o chamado “estertor da morte”.

A Respiração Que Muda de Ritmo

Um dos primeiros sinais que Julie destaca é a mudança no padrão respiratório. Muitas famílias relatam surpresa ao ver a respiração do ente querido se tornar irregular, com fases de respiração rápida seguidas por longas pausas. Esse fenômeno, conhecido como respiração de Cheyne-Stokes, é comum em pacientes próximos ao fim da vida e está ligado a alterações metabólicas no organismo. “O peito parece subir e descer rapidamente, depois para por alguns segundos e volta a se mover de forma acelerada”, explica McFadden.

Julie compartilha insights sobre a morte para ajudar as pessoas a se prepararem (Instagram/@hospicenursejulie)

Julie compartilha insights sobre a morte para ajudar as pessoas a se prepararem (Instagram/@hospicenursejulie)

Apesar de parecer angustiante para quem observa, a enfermeira reforça que esse padrão não indica sofrimento. O corpo, nessa fase, está seguindo processos naturais, e a pessoa geralmente não sente desconforto. Estudos mostram que, durante a respiração de Cheyne-Stokes, o cérebro prioriza funções essenciais, reduzindo a necessidade de oxigênio. Por isso, mesmo com pausas prolongadas, o paciente permanece em paz.

O “Estertor da Morte”: Um Som Que Assusta, Mas Não Machuca

Outro momento que gera apreensão é o aparecimento de um ruído gutural, popularmente chamado de “estertor da morte”. O som, semelhante a um gargarejo ou respiração congestionada, ocorre quando a saliva se acumula na boca ou na garganta. Com a diminuição dos reflexos, o corpo perde a capacidade de engolir, fazendo com que o ar passe pelo líquido e produza o barulho característico.

Julie McFadden esclarece que, embora o som seja intenso, ele não está