Um detalhe deixou cientistas intrigados após casal ter relações dentro de uma máquina de ressonância magnética

📅 05/04/2026 👁️ 5 visualizações 🏷️ Variedades

O cientista holandês Menko Victor Pek van Andel decidiu investigar o que acontece com a anatomia humana durante o através de imagens de ressonância magnética. O projeto começou com a participação da pesquisadora Ida Sabelis e seu namorado, Jupp, que aceitaram o desafio de manter relações dentro do tubo estreito e barulhento do equipamento.

A posição escolhida foi a de conchinha, a única possível devido ao espaço extremamente limitado dentro da máquina. O objetivo central era visualizar o comportamento dos órgãos internos em tempo real, algo que a ciência ainda não havia registrado com precisão tecnológica até aquele momento.

A primeira etapa do experimento trouxe revelações que derrubaram conceitos anatômicos mantidos por séculos. Ida Sabelis comentou sobre a experiência afirmando que “não foi romântico”, mas ressaltou que o fato de terem conseguido sem auxílio de medicamentos foi “um testemunho da felicidade minha e de Jupp”. As imagens geradas mostraram que o pênis não permanece reto ou cilíndrico durante a penetração, como acreditavam pensadores como Leonardo da Vinci. Na verdade, o órgão assume o formato de um bumerangue ou de uma letra J, curvando-se para se adaptar ao formato do canal vaginal da mulher.

Cientistas queriam saber o que acontece no corpo durante o ato(BMJ)

Cientistas queriam saber o que acontece no corpo durante o ato (BMJ)

A expansão do estudo e o uso de substâncias

Entre os anos de 1991 e 1999, Pek van Andel ampliou a amostragem de sua pesquisa. O estudo passou a contar com a participação de oito casais e três mulheres solteiras.

Ao todo, foram realizadas mais 13 sessões de sexo dentro do hospital. Diferente do primeiro casal voluntário, os homens participantes desta fase precisaram utilizar Viagra para conseguir a ereção, dado que o ambiente hospitalar e o espaço reduzido da ressonância magnética não colaboravam para a excitação natural. Nestas sessões, a posição utilizada foi a missionária, permitindo uma visão diferente das estruturas pélvicas em movimento.

Os pesquisadores monitoravam cada segundo do processo, observando as alterações no útero, nos vasos sanguíneos e em outros órgãos adjacentes. A complexidade de realizar um exame de imagem que exige imobilidade enquanto os voluntários praticam uma atividade física intensa gerou desafios técnicos consideráveis. No entanto, os resultados forneceram dados inéditos sobre a mecânica da resposta sexual feminina e masculina, consolidando informações que antes eram baseadas apenas em suposições ou em ilustrações médicas antigas.

O mistério da bexiga durante o ato

Uma das descobertas mais intrigantes do experimento de Pek foi o comportamento da bexiga feminina. Em todos os 13 casos registrados durante a segunda fase do estudo, os cientistas notaram que a bexiga das mulheres se enchia de forma extremamente rápida durante a relação sexual. O fenômeno causou surpresa na equipe, pois não havia uma explicação óbvia para tamanha velocidade de acúmulo de urina em um intervalo tão curto de tempo.

Pek explicou que “em cada varredura final pudemos ver uma bexiga grande e cheia, embora a maioria das mulheres tenha ido ao banheiro antes de entrar na ressonância”. O cientista levantou a hipótese de que isso poderia ser “uma forma da evolução para forçar as mulheres a urinar após o sexo” com o intuito de “evitar infecções do trato urinário”. Apesar dessa teoria, a causa biológica exata para esse enchimento acelerado permanece sem uma resposta definitiva e comprovada pela medicina.

Repercussão e reconhecimento na comunidade

O estudo enfrentou resistências iniciais e críticas de setores mais conservadores da academia e da sociedade. Muitos consideravam o experimento desnecessário ou puramente exibicionista. Contudo, após a publicação dos resultados no British Medical Journal (BMJ), o trabalho ganhou uma notoriedade imensa e passou a ser citado em diversos estudos sobre fisiologia e medicina sexual. A percepção pública sobre a seriedade do trabalho mudou drasticamente conforme os dados se mostraram úteis para a compreensão da saúde humana.

Pek van Andel notou essa mudança de postura de forma irônica ao observar como antigos críticos mudaram de lado. Ele afirmou que “pessoas que tentaram ativamente nos impedir estavam depois dando frases para a imprensa ou listando sua participação em seus currículos”. O pesquisador resumiu a situação mencionando que “o sucesso tem muitos pais, obviamente”. O experimento permanece como um dos registros mais peculiares da história da ciência médica contemporânea.