Sobrinha de Donald Trump revela o que acredita ser o “verdadeiro motivo” de os EUA terem atacado o Irã

📅 05/03/2026 👁️ 16 visualizações 🏷️ Variedades

O debate sobre a ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã ganhou um novo capítulo depois que Mary Trump, sobrinha do presidente Donald Trump, publicou um vídeo criticando duramente a decisão de seu tio. A psicóloga e autora, que mantém um canal chamado Mary Trump Media no YouTube, comentou o tema poucos dias após a escalada militar envolvendo Washington, Israel e Teerã.

A gravação, publicada em 4 de março com o título “Trump declara guerra para salvar a si mesmo”, rapidamente chamou atenção nas redes sociais. No vídeo, Mary expressa uma visão extremamente crítica sobre as motivações por trás da ação militar contra o Irã.

Ela inicia a análise com uma declaração contundente sobre o presidente. “É difícil compreender como qualquer pessoa em pleno uso da razão pode acreditar em uma palavra que sai da boca de Donald”, afirma.

Mary argumenta que existe um histórico de contradições entre discursos e decisões políticas do presidente, algo que, segundo ela, também estaria acontecendo no atual conflito envolvendo o Irã.

A sobrinha de Donald Trump expressou fortes opiniões sobre a decisão dele de atacar o Irã.

A sobrinha de Donald Trump expressou fortes opiniões sobre a decisão dele de atacar o Irã.

Críticas à justificativa da ofensiva

Durante a gravação, Mary relembra um episódio anterior citado pelo próprio governo dos Estados Unidos. Ela menciona ataques realizados no ano anterior contra instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.

“Disseram que esses ataques eram necessários para parar ou pelo menos enfraquecer o programa nuclear do Irã”, diz.

Segundo Mary, na época Donald Trump declarou que a operação havia sido um sucesso completo e que as capacidades nucleares iranianas haviam sido “obliteradas”, palavra usada pelo próprio presidente.

No entanto, ela aponta uma aparente mudança no discurso. Mary afirma que, agora, o governo justifica uma nova ofensiva alegando que o Irã estaria desenvolvendo armas nucleares capazes de atingir território americano.

Ela também cita a decisão anterior de Trump de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global, ou JCPOA. O acordo internacional foi criado para limitar o enriquecimento de urânio iraniano em troca da suspensão de sanções econômicas.

Para Mary, a saída unilateral dos Estados Unidos desse tratado enfraqueceu mecanismos diplomáticos que buscavam controlar o programa nuclear do país do Oriente Médio.

Acusações de motivação política

No vídeo, Mary Trump levanta a hipótese de que a ofensiva militar poderia ter motivações políticas internas. Segundo ela, o presidente estaria tentando desviar a atenção de problemas e escândalos que enfrentaria.

Ela afirma que, na visão dela, existe apenas um motivo central por trás da decisão.

“Para Donald, há apenas uma razão. Ele está em apuros e sabe disso”, diz.

Mary acrescenta que o conflito serviria como uma forma de mudar o foco da opinião pública.

“Isso não é simplesmente mudar de assunto. Isso é para impedir que as pessoas percebam quem ele realmente é”, afirma.

Enquanto isso, a Casa Branca divulgou um comunicado defendendo a operação militar. Segundo o governo, a ação teria como objetivo responder a décadas de hostilidade atribuídas ao regime iraniano.

A declaração oficial menciona 47 anos de confrontos e acusa o Irã de ataques contra cidadãos americanos, apoio ao terrorismo internacional e repressão interna contra sua própria população.

Mary também comentou essa justificativa. Ela afirma que, embora o povo iraniano enfrente um regime autoritário, os bombardeios não representariam necessariamente um plano concreto para promover mudanças políticas no país.

“A população iraniana sofreu muito sob a teocracia autoritária que governa o país. Eles merecem liberdade e merecem decidir seu próprio sistema político”, afirma.

Mesmo assim, ela questiona se existe uma estratégia clara para apoiar transformações no país após os ataques militares.

“Ele causa destruição e espera que outras pessoas lidem com as consequências”, diz.

O vídeo rapidamente se espalhou nas redes sociais e alimentou o debate público sobre a escalada de tensões no Oriente Médio, além de expor divisões dentro da própria família do presidente dos Estados Unidos.