A visita de quatro dias do rei Charles III e da rainha Camilla aos Estados Unidos chegou cercada de expectativa. Havia dúvidas sobre como seria o encontro com Donald Trump, especialmente em um momento de tensão entre os dois lados do Atlântico. O clima, no entanto, tomou um rumo mais leve do que muitos imaginavam.
No Capitólio, o rei discursou diante do Congresso em uma ocasião rara. A última vez que um monarca britânico havia feito isso foi em 1991, com Elizabeth II. O discurso foi bem recebido e rendeu doze aplausos de pé, com direito a comentários bem-humorados que quebraram a formalidade do evento.
Um discurso com humor
Durante um jantar de Estado, o tom descontraído continuou. Em meio às falas, Charles fez uma provocação direta a Trump, resgatando uma declaração recente do presidente. Em janeiro de 2026, durante o World Economic Forum, Trump afirmou que, sem a intervenção dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, os europeus estariam falando alemão ou até japonês.
O rei respondeu com ironia: “O senhor comentou recentemente que, sem os Estados Unidos, países europeus estariam falando alemão. Posso dizer que, sem nós, vocês estariam falando francês?”
A frase rapidamente ganhou destaque internacional, arrancando risos de muitos presentes no salão.
That would be chic! pic.twitter.com/gMnLF224jU
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) April 29, 2026
A resposta francesa
A provocação não passou despercebida pela França. O presidente Emmanuel Macron reagiu publicamente nas redes sociais com uma resposta curta e elegante. “Isso seria chique!”, escreveu, entrando no tom bem-humorado da troca.
Enquanto isso, o jantar seguiu com um detalhe curioso: o cardápio tinha forte influência francesa. Pratos como peixe ao molho meunière, sobremesas com creme de baunilha e bolos sofisticados chamaram atenção. A própria embaixada francesa nos Estados Unidos comentou que, diante da comida, os convidados certamente estavam “falando francês”.
Apesar das tensões políticas recentes, incluindo críticas frequentes de Trump ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o encontro mostrou um lado mais leve da diplomacia. Entre discursos, ironias e pratos refinados, o evento acabou marcado por trocas espirituosas que cruzaram história, política e cultura.