Pai é acusado após supostamente deixar seus três filhos morrerem dentro de um apartamento em chamas enquanto salvava a si mesmo

📅 27/04/2026 👁️ 5 visualizações 🏷️ Variedades

Um incêndio em uma casa em Kenosha, no estado de Wisconsin, EUA, terminou em uma tragédia familiar que agora também virou caso criminal. Joshua Kannin, de 39 anos, foi acusado de negligência infantil após a morte dos três filhos, Rylee, de 10 anos, Connor, de 9, e Alena, de 7.

O fogo aconteceu em 27 de novembro, durante o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. Segundo a denúncia criminal, a polícia de Kenosha foi chamada depois que testemunhas informaram que a residência estava completamente tomada pelas chamas.

Quando os policiais chegaram, encontraram Kannin do lado de fora, usando apenas roupa íntima. Ele teria corrido até os agentes pedindo ajuda, enquanto os filhos ainda estavam dentro da casa em chamas.

De acordo com as autoridades, Alena foi encontrada no segundo andar da residência. Connor e Rylee estavam no primeiro andar. Os dois meninos foram declarados mortos. Alena chegou a ser levada ao hospital com queimaduras em 80% do corpo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu depois.

O que o pai disse à polícia

Kannin foi hospitalizado após o incêndio e, mais tarde, falou com os investigadores. Ele admitiu que havia fumado um cigarro antes de dormir. Durante a madrugada, acordou, mas disse não saber se isso aconteceu por causa do gato fazendo barulho ou por causa da fumaça.

Ao se levantar, ele afirmou ter visto um “pequeno fogo no chão da cozinha”. Segundo o relato incluído na denúncia, Kannin disse que entrou em pânico e saiu pela porta da frente.

Aos policiais, ele afirmou que naquele momento pensou: “Tenho que buscar ajuda”.

Ainda segundo o relato, Kannin teria gritado para que os filhos saíssem da casa. Ele também disse que tentou voltar ao imóvel, mas não conseguiu avançar por causa da fumaça.

“Eu mal dei dois passos e tive que voltar”, afirmou à polícia. “Quando abri a porta, piorei as coisas.”

A tragédia ganhou um detalhe ainda mais grave quando os bombeiros inspecionaram a casa. Segundo as autoridades, não havia detectores de fumaça funcionando no imóvel.

Kannin disse que havia retirado um dos alarmes porque ele teria começado a apresentar defeito ou emitir sons. Ele afirmou que o aparelho disparava aleatoriamente e descreveu o barulho como um incômodo.

A mãe diz que já havia alertado sobre os alarmes

A mãe das crianças, Jourdan Feasby, afirmou que já havia alertado o ex-companheiro sobre a falta de detectores de fumaça. Ela disse que também avisou a mãe dele, que limpava a casa uma vez por semana, e o proprietário do imóvel.

“Eu cobrava dele por não ter detectores de fumaça, avisei a mãe dele, que limpava a casa uma vez por semana, que não havia detectores de fumaça, avisei o proprietário que não havia detectores de fumaça”, declarou.

Feasby também descreveu o apartamento do ex como “nojento” e disse que a situação das crianças ali era como “cada um por si, de certa forma”. As mortes foram classificadas como acidentais, mas a mãe das crianças afirma que continua lutando por justiça. Para ela, o caso precisa ter consequências sérias. Ao comentar as acusações contra Kannin, Feasby disse que o sentimento era “agridoce”. Quase cinco meses depois da tragédia, ela afirmou estar destruída.

“Eu morri com eles naquele dia”, disse. Ela também descreveu os últimos meses como “um inferno” para ela e sua família. “Estou literalmente vivendo meu pior pesadelo”, afirmou.

Kannin deverá comparecer ao tribunal em 14 de maio. O caso segue em andamento, enquanto a investigação coloca em foco não apenas os minutos caóticos do incêndio, mas também as condições da casa antes da tragédia e os alertas que, segundo a mãe, já haviam sido feitos antes da morte das três crianças.