O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, o JPL, localizado em Pasadena, na Califórnia, é conhecido mundialmente por gerenciar missões espaciais complexas e robôs que exploram Marte. Recentemente, no entanto, o centro de pesquisa tornou-se o centro de uma sequência de eventos que desafiam explicações convencionais.
O cientista Michael Hicks, que dedicou décadas de sua vida à agência espacial, morreu em julho de 2023 aos 59 anos. Ele atuou no JPL entre 1998 e 2022, participando de projetos fundamentais como a Missão DART, o rastreamento de asteroides próximos à Terra e a Missão Dawn.
A morte de Hicks ocorreu sem que nenhuma causa oficial fosse listada publicamente e sem a realização de uma autópsia, o que levantou questionamentos imediatos. Especialista nas propriedades físicas de cometas e asteroides, Hicks era um homem de múltiplos interesses. Tocava ukulele durante observações no Monte Palomar e se dedicava à pintura a óleo e ao trabalho com metais.
Embora seu obituário tenha solicitado doações para os Alcoólicos Anônimos, a ausência de detalhes médicos sobre seu falecimento abriu espaço para especulações sobre um padrão mais amplo e inquietante envolvendo profissionais do setor aeroespacial e nuclear norte-americano.
Uma sequência de desaparecimentos e crimes
Monica Reza, que trabalhava no Laboratório de Propulsão a Jato da Califórnia, desapareceu em 2025 enquanto fazia uma trilha e nunca mais foi encontrada.
O caso de Hicks não é um incidente isolado. Ele faz parte de uma lista que inclui outros oito cientistas e altos funcionários que morreram ou desapareceram em circunstâncias atípicas. Frank Maiwald, que foi colega de trabalho de Hicks por muitos anos no JPL, também morreu em julho de 2024 sem qualquer explicação oficial fornecida. Poucos meses antes, em fevereiro, o astrofísico Carl Grillmair, outro nome de peso do laboratório, foi assassinado no jardim de sua própria casa.
A situação se estende para além das fronteiras da Califórnia. O General reformado da Força Aérea, William Neil McCasland, desapareceu em fevereiro após sair de sua residência em Albuquerque, no Novo México. Ele deixou para trás itens essenciais, como seus óculos de grau e o telefone celular. Em junho de 2025, Monica Reza, ex-diretora do Grupo de Processamento de Materiais do JPL, desapareceu enquanto fazia uma trilha e nunca mais foi localizada.
No Laboratório Nacional de Los Alamos, conhecido por sua ligação histórica com o desenvolvimento de armas nucleares, o mistério se repetiu. Anthony Chavez, um funcionário de longa data, e Melissa Casias, assistente administrativa, sumiram de suas casas em 2025. Ambos saíram sem levar documentos, carteiras ou celulares, deixando suas vidas cotidianas interrompidas de forma abrupta.
O astrofísico Carl Grillmair, do JPL, foi assassinado na varanda de sua casa em fevereiro.
Suspeitas de interferência externa
A concentração de casos envolvendo especialistas em tecnologias críticas chamou a atenção de autoridades de segurança. Chris Swecker, ex-diretor assistente do FBI, afirmou publicamente que essas ocorrências devem ser tratadas como suspeitas devido ao perfil das vítimas. Segundo ele, esses profissionais detêm conhecimentos estratégicos que são alvo constante de interesse internacional.
“Você pode dizer que todos esses casos são suspeitos, e estes são cientistas que trabalharam em tecnologia crítica”, disse Swecker. Ele aponta que agências de inteligência estrangeiras têm como alvo a tecnologia dos Estados Unidos há décadas. “China, Rússia, até alguns de nossos amigos — Paquistão, Índia, Irã, Coreia do Norte — eles miram esse tipo de tecnologia”, explicou o ex-agente.
Outros setores da ciência avançada também registraram perdas violentas. Em dezembro de 2025, o pesquisador de energia de fusão de Boston, Nuno Loureiro, foi morto em sua residência por um antigo colega de classe. Recentemente, no mês passado, o pesquisador farmacêutico Jason Thomas foi encontrado morto em um lago em Massachusetts. Thomas, que trabalhava na Novartis em pesquisas para o tratamento do câncer, estava desaparecido há vários meses antes de seu corpo ser localizado.