Condenado à morte tem duas semanas para escolher como será executado em decisão macabra

📅 11/11/2025 👁️ 6 visualizações 🏷️ Variedades

O estado do Tennessee voltou a ser destaque nos debates sobre a pena de morte após o caso de Harold Wayne Nichols, condenado em 1990 pelo assassinato e estupro de uma jovem universitária. Trinta e cinco anos depois do crime, ele enfrenta um dilema que poucos prisioneiros têm: escolher como será executado.

Em 1988, Nichols invadiu a casa de Karen Pulley, uma estudante de 21 anos que vivia em Chattanooga. Segundo os registros do tribunal, ele a atacou com um pedaço de madeira, desferindo vários golpes na cabeça que resultaram em fraturas no crânio e graves lesões cerebrais. O crime brutal comoveu a comunidade local.

A captura de Nichols ocorreu no dia 5 de janeiro de 1989, após a polícia receber denúncias que o ligavam a uma série de estupros na região de East Ridge. Durante o interrogatório, ele confessou em vídeo tanto o estupro quanto o assassinato de Karen Pulley. Acabou se declarando culpado por homicídio qualificado, estupro agravado e invasão de domicílio em primeiro grau.

Apesar da sentença de morte ter sido definida em 1990, a execução foi adiada diversas vezes. Em 2020, Nichols chegou a escolher a cadeira elétrica como método, mas a pandemia da COVID-19 suspendeu o procedimento. Agora, com a nova data marcada para 11 de dezembro, ele precisa decidir novamente entre a cadeira elétrica e a injeção letal — método padrão do estado. Caso não se manifeste, a execução será feita por injeção letal.

No Tennessee, apenas os prisioneiros condenados antes de janeiro de 1999 podem optar pela eletrocussão. Nos últimos dez anos, o método foi utilizado apenas cinco vezes, o que o torna uma escolha rara e controversa.

Harold Wayne Nichols está no corredor da morte no Tennessee por uma série de crimes que cometeu há 35 anos (Documentos judiciais)

Harold Wayne Nichols está no corredor da morte no Tennessee por uma série de crimes que cometeu há 35 anos (Documentos judiciais)

O processo judicial também revelou detalhes sobre o perfil psicológico de Nichols. O psicólogo clínico Eric Engum, que o avaliou em diversas sessões, descreveu o condenado como alguém de inteligência acima da média e com boa capacidade de expressão.

De acordo com Engum, Nichols foi diagnosticado com transtorno explosivo intermitente, caracterizado por impulsos violentos e destrutivos que a pessoa não consegue controlar até que o ato seja cometido. O especialista afirmou que o problema pode estar