O estado do Tennessee voltou a ser destaque nos debates sobre a pena de morte após o caso de Harold Wayne Nichols, condenado em 1990 pelo assassinato e estupro de uma jovem universitária. Trinta e cinco anos depois do crime, ele enfrenta um dilema que poucos prisioneiros têm: escolher como será executado.
Em 1988, Nichols invadiu a casa de Karen Pulley, uma estudante de 21 anos que vivia em Chattanooga. Segundo os registros do tribunal, ele a atacou com um pedaço de madeira, desferindo vários golpes na cabeça que resultaram em fraturas no crânio e graves lesões cerebrais. O crime brutal comoveu a comunidade local.
A captura de Nichols ocorreu no dia 5 de janeiro de 1989, após a polícia receber denúncias que o ligavam a uma série de estupros na região de East Ridge. Durante o interrogatório, ele confessou em vídeo tanto o estupro quanto o assassinato de Karen Pulley. Acabou se declarando culpado por homicídio qualificado, estupro agravado e invasão de domicílio em primeiro grau.
Apesar da sentença de morte ter sido definida em 1990, a execução foi adiada diversas vezes. Em 2020, Nichols chegou a escolher a cadeira elétrica como método, mas a pandemia da COVID-19 suspendeu o procedimento. Agora, com a nova data marcada para 11 de dezembro, ele precisa decidir novamente entre a cadeira elétrica e a injeção letal — método padrão do estado. Caso não se manifeste, a execução será feita por injeção letal.
No Tennessee, apenas os prisioneiros condenados antes de janeiro de 1999 podem optar pela eletrocussão. Nos últimos dez anos, o método foi utilizado apenas cinco vezes, o que o torna uma escolha rara e controversa.
Harold Wayne Nichols está no corredor da morte no Tennessee por uma série de crimes que cometeu há 35 anos (Documentos judiciais)
O processo judicial também revelou detalhes sobre o perfil psicológico de Nichols. O psicólogo clínico Eric Engum, que o avaliou em diversas sessões, descreveu o condenado como alguém de inteligência acima da média e com boa capacidade de expressão.
De acordo com Engum, Nichols foi diagnosticado com transtorno explosivo intermitente, caracterizado por impulsos violentos e destrutivos que a pessoa não consegue controlar até que o ato seja cometido. O especialista afirmou que o problema pode estar