Castigo com banho de água fria matou um menino de 6 anos

📅 12/12/2025 👁️ 7 visualizações 🏷️ Variedades

Em um dos casos criminais mais perturbadores registrados no estado de Illinois nos últimos anos, uma mulher admitiu responsabilidade direta pela morte do próprio filho de 6 anos, ocorrida em 2021. O episódio envolveu acusações de punição extrema, tentativa de ocultação do crime e a participação de outros membros da família, segundo as autoridades locais.

Jannie Perry, atualmente com 42 anos, declarou-se culpada por homicídio em primeiro grau em um tribunal do condado de Lake. A confissão ocorreu após anos de investigações e disputas judiciais. A sentença ainda será definida, mas o acordo firmado com os promotores estabelece um limite máximo de até 45 anos de prisão.

De acordo com o Ministério Público, a criança, Damari Perry, foi submetida a um banho frio por um período prolongado como forma de castigo. A prática teria sido aplicada como punição por comportamentos considerados inadequados dentro de casa. A exposição contínua ao frio acabou provocando a morte do menino, segundo a acusação.

As investigações indicam que o plano não foi executado apenas pela mãe. O filho mais velho de Jannie, Jeremiah Perry, hoje com 24 anos, também foi acusado de participação direta nos atos que levaram à morte da criança. Inicialmente, ambos foram denunciados por uma série extensa de crimes, incluindo múltiplas acusações de homicídio, agressão agravada contra criança, conspiração, ocultação de morte violenta e obstrução da Justiça.

O promotor do condado de Lake, Eric Rinehart, descreveu o caso como extremamente violento desde o início do processo. Em declaração oficial divulgada quando as acusações foram apresentadas, ele afirmou que “as evidências mostram que Jannie e Jeremiah Perry formularam e colocaram em prática um plano para punir severamente Damari por meio de exposição prolongada a um banho frio”.

Ainda segundo a promotoria, após a morte da criança, houve uma tentativa deliberada de encobrir o crime. As autoridades alegam que os restos mortais de Damari foram queimados, numa tentativa de eliminar provas e dificultar a identificação das circunstâncias da morte. O Ministério Público também ressaltou que não houve qualquer tentativa de buscar atendimento médico durante os momentos finais da criança.

“As ações revelam uma falha chocante em procurar ajuda médica, o que demonstra a intenção de encerrar a vida de Damari”, declarou Rinehart em outro comunicado oficial. Ele também afirmou que, ao analisar a cena do crime, ficou claro que se tratava de um plano calculado contra uma criança pequena.

Além de Jannie e Jeremiah, outro filho da família chegou a ser responsabilizado no processo, mas respondeu como menor de idade, o que manteve os detalhes sob sigilo judicial. Jannie Perry é mãe de sete filhos e já havia se envolvido anteriormente com o sistema de proteção à infância. Em 2017, ela travou uma disputa legal para recuperar a guarda de Damari, que havia sido encaminhado ao sistema de acolhimento do estado pouco tempo após o nascimento, em 2015.

Com a confissão de Jannie, parte das acusações adicionais foi retirada, embora não tenha sido divulgado exatamente quais crimes deixaram de integrar o processo. A sentença está marcada para janeiro de 2026. Já Jeremiah Perry deverá enfrentar julgamento separado, com início previsto para fevereiro do mesmo ano.