Uma adolescente de 13 anos que desapareceu no Arizona em 1994 foi finalmente localizada após 32 anos de buscas. Christina Plante sumiu da casa de seus pais em Star Valley, ao nordeste de Phoenix, em um domingo de maio. O caso, que permaneceu sem pistas concretas por décadas, foi solucionado quando investigadores encontraram a mulher, agora com 45 anos, vivendo em Springfield, no Missouri.
Christina reside em uma casa de cinco quartos com seu marido, Shaun Hollon, de 49 anos, e seus três filhos. Desde que sua identidade foi confirmada, ela forneceu poucos detalhes sobre sua trajetória nas últimas três décadas. Sabe-se que ela se casou ainda jovem, teve três filhos, formou-se em psicologia e atualmente trabalha em uma empresa de investigações particulares.
O Escritório do Xerife do Condado de Gila enfrentou dificuldades para obter informações detalhadas sobre a fuga. O vice-chefe Jim Lahti afirmou que “ela não está sendo muito cooperativa conosco. Ela não quis dizer com quem se encontrou ou mesmo como conseguiu sair da cidade”. Apesar da reserva, ela confirmou o ato deliberado de deixar o lar. “Ela admitiu que fugiu. Ela não queria estar lá”, acrescentou Lahti.
A investigação e a nova identidade
O marido de Christina, Shaun Hollon, relatou que os dois se casaram em 1998, apenas quatro anos após o desaparecimento ter sido registrado pelo tio da jovem. Na época do sumiço, uma operação de busca massiva foi mobilizada pelas autoridades. Hollon declarou que já sabia do status de fugitiva da esposa antes de oficializarem a união, mas optou por não revelar o que ela lhe contou sobre o passado.
Christina Plante mora no Missouri com seu marido, Shaun Hollon.
Durante anos, a principal suspeita da polícia era de que a menina tivesse sido sequestrada por sua mãe, Mary, que não detinha a custódia legal da filha. O caso foi reaberto por uma nova unidade de casos arquivados liderada pela capitã Jamie Garrett. Através do uso de tecnologia moderna e monitoramento de redes sociais, a equipe conseguiu rastrear o paradeiro de Christina no Missouri.
Ao ser confrontada, a mulher revelou que partiu por vontade própria. A capitã Garrett relatou a conversa que teve com ela: “Eu disse a ela: ‘Sabe, tínhamos a impressão de que alguém a havia sequestrado. Isso foi considerado um crime’. Eu fiquei tipo: ‘Meu Deus. Ok, então você fugiu'”. Christina demonstrou surpresa com a visita, mas manteve-se na defensiva.
O papel da família e o desfecho
A adolescente desapareceu em 1994.
Autoridades acreditam que o desaparecimento foi motivado por uma disputa de custódia. O pai de Christina tinha a guarda legal, mas ela desejava morar com a mãe. Terry Hudgens, ex-vice-xerife do condado de Gila, afirmou que mãe e filha teriam se encontrado em um estábulo onde a jovem mantinha seu cavalo. De lá, teriam seguido para o aeroporto de Phoenix para desaparecerem sem deixar rastros.
Registros de propriedade indicam que Mary, a mãe de Christina, já vivia em Springfield em agosto de 1995. Ela se casou novamente, mas ficou viúva em 2006. Em dezembro de 2024, a situação familiar tomou um novo rumo quando Christina se tornou legalmente responsável pela mãe.
Mary foi diagnosticada com a doença de Parkinson e, por determinação judicial, Christina foi nomeada sua guardiã e curadora. Atualmente, a mãe vive em uma casa de repouso, conforme indicam documentos do tribunal. O vice-chefe Lahti reiterou que Christina permanece cautelosa: “Ela foi muito, muito cautelosa e queria permanecer o mais privada possível”. Ela se recusou a fornecer qualquer dado que pudesse incriminar pessoas que a auxiliaram durante a fuga em 1994.