Um enorme vulcão submarino localizado a cerca de 480 quilômetros da costa do estado do Oregon, nos Estados Unidos, tem chamado a atenção da comunidade científica por apresentar sinais claros de que pode entrar em erupção nos próximos meses. Trata-se do Axial Seamount, uma das estruturas vulcânicas submersas mais ativas do planeta.
Esse vulcão fica em uma região conhecida como dorsal oceânica, onde placas tectônicas se afastam lentamente. Ele está situado na Juan de Fuca Ridge, uma fronteira divergente onde o magma sobe com frequência a partir do interior da Terra. Por causa dessa dinâmica constante, o Axial Seamount já entrou em erupção diversas vezes nas últimas décadas, com registros confirmados em 1998, 2011 e 2015.
Pesquisadores acompanham o comportamento do vulcão há anos por meio de sensores instalados no fundo do oceano. De acordo com um pesquisador associado da Oregon State University, o local passou recentemente por um período de intensa atividade sísmica, combinada com um inchaço gradual do solo marinho. Esse fenômeno ocorre quando o magma se acumula em uma câmara rasa abaixo do fundo do oceano, empurrando a crosta para cima.
Segundo o pesquisador Bill Chadwick, que mantém um acompanhamento contínuo da atividade do vulcão, esse tipo de inflação do solo costuma anteceder erupções. Ele afirmou em entrevistas que os dados atuais indicam uma alta probabilidade de um novo evento eruptivo entre meados e o final de 2026.
Quando um vulcão submarino entra em erupção, o processo é bem diferente daquele observado em terra firme. A lava liberada entra em contato imediato com a água fria do oceano, solidificando-se rapidamente. Isso resulta na formação de estruturas conhecidas como lavas almofadadas, que se acumulam sobre o assoalho oceânico em formatos arredondados.
Esse tipo de erupção pode afetar diretamente os organismos que vivem nas proximidades. A alta temperatura da lava elimina parte da vida local, especialmente espécies que não conseguem se deslocar rapidamente. Ao mesmo tempo, o calor extra intensifica a atividade das fontes hidrotermais, liberando grandes volumes de água quente rica em minerais. Esse processo dá origem às chamadas chaminés negras, colunas escuras formadas por partículas minerais suspensas.
Outro efeito observado está