Trump ameaça atingir o Irã com uma “força nunca antes vista” se ele retaliar pelos ataques que mataram o líder supremo do país

📅 01/03/2026 👁️ 9 visualizações 🏷️ Notícias

A morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, provocou uma escalada imediata nas tensões entre Teerã, Washington e Tel Aviv. A confirmação veio de autoridades iranianas no domingo, após uma série de bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos em diferentes cidades do país, incluindo a capital, Teerã.

Khamenei estava no poder desde 1989, quando assumiu após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini, figura central da Revolução Islâmica de 1979. Desde então, tornou-se a principal autoridade política e religiosa do país, com influência direta sobre as Forças Armadas, o Judiciário e os rumos estratégicos da nação.

Os ataques ocorreram em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano. O governo norte-americano já havia sinalizado que poderia adotar medidas militares caso não houvesse avanço nas conversas. Pouco depois das ofensivas, o Irã respondeu com mísseis e drones direcionados a alvos na região.

Reação iraniana e ameaças públicas

Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, classificou os Estados Unidos como “criminosos imundos”. Ele declarou: “Vocês cruzaram nossa linha vermelha e devem pagar o preço. Vamos desferir golpes tão devastadores que vocês mesmos serão levados a implorar”.

O governo iraniano afirmou que a morte de Khamenei não ficará sem resposta. A promessa de vingança elevou o alerta em diversos países do Oriente Médio, diante do risco de ampliação do conflito.

Em resposta às declarações de Teerã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social para enviar um recado direto. Ele escreveu que o Irã teria anunciado que atacaria “com mais força do que nunca” e acrescentou: “É melhor que não façam isso, porque, se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca vista antes”.

Raízes históricas do conflito

A atual estrutura de poder do Irã remonta à Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlavi. O antigo governante era alinhado ao Ocidente e havia assumido após um golpe apoiado pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos, que destituiu o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh depois da nacionalização do petróleo britânico no país.

Com a ascensão da República Islâmica, o país passou a adotar políticas religiosas rigorosas. Entre elas estão a obrigatoriedade do uso do véu por mulheres, punições severas para consumo de álcool e repressão a protestos internos.

Ao longo das últimas décadas, o Irã também ampliou sua influência regional por meio da Guarda Revolucionária e da Força Quds, além de apoiar grupos aliados em países como Líbano, Síria e Iraque.