A tensão entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo após declarações públicas do presidente norte-americano, Donald Trump, prometendo ampliar ainda mais os ataques contra o território iraniano.
Em meio a uma sequência de bombardeios conduzidos por forças dos EUA e de Israel desde o fim de fevereiro, Trump afirmou que o Irã será atingido “muito duramente” e mencionou a possibilidade de provocar “destruição completa e morte certa” em áreas que, segundo ele, ainda não estavam na lista de alvos.
As falas foram publicadas na plataforma Truth Social, onde o presidente declarou que o Irã estaria “apanhando feio” e teria pedido desculpas a países vizinhos do Oriente Médio após ataques realizados recentemente.
“Irã, que está sendo derrotado feio, pediu desculpas e se rendeu aos seus vizinhos do Oriente Médio, e prometeu que não atirará mais contra eles”, escreveu Trump. Ele acrescentou que essa promessa teria sido feita “apenas por causa do ataque implacável dos EUA e de Israel”.
Pedido de desculpas e versões conflitantes
Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian declarou que os ataques contra determinados países da região teriam sido resultado de um “mal-entendido”. Segundo ele, o governo ordenou que não haja novas ofensivas contra nações vizinhas, a menos que o próprio Irã seja atacado primeiro.
Apesar disso, um porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou que as ações contra alvos militares dos Estados Unidos e de Israel na região continuarão.
Trump também afirmou que o Irã teria dito: “Obrigado, presidente Trump”. E respondeu: “De nada!”. Em outro trecho, escreveu que o país deixou de ser o “valentão do Oriente Médio” para se tornar “o perdedor do Oriente Médio”, situação que, segundo ele, duraria por décadas até que o regime “se renda ou, mais provavelmente, entre em colapso completo”.
Novos alvos sob consideração
Entre as declarações mais duras, Trump afirmou que estão “sob séria consideração” ataques com mísseis contra “áreas e grupos de pessoas que não estavam sendo considerados como alvos até este momento”.
Ele escreveu: “Hoje o Irã será atingido muito duramente. Sob séria consideração para destruição completa e morte certa, por causa do mau comportamento do Irã, estão áreas e grupos de pessoas que não estavam sendo considerados como alvo até este momento”.
Não foi especificado quais regiões ou quais grupos seriam afetados por essa possível ampliação das ofensivas.
O conflito já provocou perdas significativas. O líder supremo do Irã foi morto nos primeiros ataques, junto com outros comandantes de alto escalão. Paralelamente, o jornal The Guardian informou que investigadores militares norte-americanos avaliam a possibilidade de que um ataque a uma escola iraniana, que resultou na morte de diversas crianças, possa ter sido realizado pelos Estados Unidos. A apuração, no entanto, ainda não chegou a uma conclusão final.
Trump exigiu rendição incondicional do Irã, proposta rejeitada por autoridades iranianas.
Enquanto declarações e contra-declarações se acumulam, os bombardeios seguem em diferentes pontos da região, sem indicação clara de interrupção.