Salário do novo Papa Leão é revelado: veja quanto ele receberá
Nesta quinta-feira, 8 de maio, o mundo testemunhou um momento histórico: o anúncio do novo líder da Igreja Católica, o cardeal Robert Francis Prevost, nascido em Chicago, que adotou o nome papal Leo XIV. Aos 69 anos, ele se torna o primeiro pontífice norte-americano em mais de dois milênios de história, quebrando uma sequência de 266 papas europeus, africanos e asiáticos. A escolha surpreendeu muitos, mas trouxe esperança a fiéis que buscavam renovação após o papado de Francisco, marcado por simplicidade e ativismo social.
Pope Leo XIV chega ao trono de São Pedro com um perfil que mistura tradição e modernidade. Missionário agostiniano, ele passou décadas no Peru, dedicando-se a comunidades carentes — experiência que, segundo a organização humanitária Cafod, trará “uma perspectiva vital do sul global” para o Vaticano. Seu irmão, John Prevost, destacou que o novo papa sempre admirou a postura humilde de Francisco, sugerindo que seguirá um caminho semelhante.
A comparação com o antecessor é inevitável. Francisco, que morreu aos 88 anos, revolucionou o papel do pontífice ao recusar luxos: vivia em um quarto modesto na Casa Santa Marta, rejeitou o salário anual de US$ 32 mil (cerca de R$ 180 mil) e usou seu mandato para defender causas como proteção ambiental, acolhimento a refugiados e críticas a leis anti-LGBTQ+. Apesar da renúncia a recursos pessoais, o Vaticano garantia tudo o que ele precisava, de transporte a doações para caridade — benefícios que também estarão disponíveis a Leo XIV.
No aspecto financeiro, o novo papa terá acesso a um “salário” simbólico de € 2.500 mensais (equivalente a R$ 15.500), valor inferior aos € 4.000 a € 5.000 (aproximadamente R$ 29.000) que recebia como cardeal. A diferença, porém, não afetará seu estilo de vida, já que o Vaticano cobre todas as despesas, incluindo moradia, alimentação, saúde e viagens. Além disso, ele herdará um fundo generoso para distribuir em ações sociais, seguindo o exemplo de Francisco, que direcionou milhões a projetos assistenciais.
A economia do menor país do mundo, sede da Igreja Católica, é sustentada por doações globais, investimentos e receitas turísticas. Os Estados Unidos são o maior contribuinte individual, graças à iniciativa Peter’s Pence, que arrecada fundos para obras de caridade e manutenção da estrutura vaticana. Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.