Por que algumas pessoas só conseguem dormir cobertas, mesmo no calor?
Tem gente que encara o verão com ventilador no máximo, janela aberta e ainda assim não consegue dormir sem um cobertor por cima. Pode estar fazendo 30 °C no quarto, mas basta tirar a manta para o corpo parecer “errado”, inquieto, quase em alerta. Esse hábito, que muita gente considera estranho, tem explicações ligadas ao cérebro, à temperatura corporal e até à forma como o ser humano aprendeu a se sentir seguro durante o sono.
Dormir é um processo mais complexo do que simplesmente fechar os olhos. Quando a noite chega, o corpo começa a reduzir naturalmente sua temperatura interna para entrar em estado de repouso. Esse resfriamento faz parte do ciclo biológico do sono. Curiosamente, mesmo em ambientes quentes, muitas pessoas sentem necessidade de manter alguma cobertura porque o cérebro associa a sensação de estar coberto ao relaxamento necessário para adormecer.
O peso leve de um lençol ou cobertor também cria uma espécie de “barreira psicológica” contra o ambiente externo. É como se o corpo entendesse que aquele espaço protegido é seguro para baixar a guarda.
O cérebro associa cobertor à segurança
Especialistas em sono explicam que essa sensação começa cedo na vida. Bebês costumam ser enrolados em mantas para se acalmarem, e esse contato contínuo pode criar uma associação emocional duradoura entre cobertura e conforto. Com o tempo, o cérebro passa a reconhecer o ato de se cobrir como parte do ritual de dormir.
Existe ainda um fator neurológico importante. Cobertores exercem uma pressão suave sobre o corpo, algo parecido com o efeito de um abraço leve. Essa pressão pode estimular a liberação de substâncias