No início da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, um episódio inesperado chamou a atenção de todos os presentes e rapidamente repercutiu fora do ambiente diplomático. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de 79 anos, enfrentou um contratempo inusitado: a escada rolante que ele utilizava parou subitamente enquanto ele e a primeira-dama subiam em direção ao salão principal.
O episódio ocorreu na manhã de 24 de setembro, quando Trump chegava à sede da organização acompanhado por sua comitiva. Em tom descontraído, ele comentou a situação durante seu discurso: “Tudo o que recebi das Nações Unidas foi uma escada rolante que, no caminho para cima, parou bem no meio. Se a primeira-dama não estivesse em ótima forma, ela teria caído. Mas ela está em grande forma. Estamos os dois em boa forma”.
As palavras bem-humoradas, porém, não impediram que a cena gerasse especulações. Nas redes sociais, usuários questionaram a reação do Serviço Secreto. Um internauta escreveu: “Quando a escada parou de repente, os agentes apenas olharam em volta esperando que alguém resolvesse o problema. Isso o transformou em um alvo parado. Por que não o cobriram e evacuaram imediatamente?”
When the escalator came to a sudden halt, Secret Service just looked around hoping someone would fix the problem.
That wasn’t supposed to happen and it turned Trump into a stationary target. Why did they not cover and evacuate him immediately? pic.twitter.com/Crtg2yPKbq
— Wall Street Mav (@WallStreetMav) September 23, 2025
Outro usuário rebateu, lembrando da rigidez da segurança no prédio da ONU: “Todo o local é extensivamente monitorado e verificado antes da chegada dele. Se, por algum acaso, um atirador estivesse escondido em um duto de ventilação, não faria diferença se a escada estava em movimento ou não”. Esse mesmo internauta mencionou rumores de que alguns funcionários da ONU teriam brincado dias antes sobre desligar escadas e elevadores durante a visita de Trump.
O clima descontraído logo se misturou a críticas oficiais. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, usou as redes sociais para condenar o ocorrido. Ela destacou um trecho publicado pelo jornal The Times, segundo o qual funcionários da ONU teriam dito que poderiam desligar equipamentos e fingir que não havia verba para reparos, obrigando Trump a subir pelas escadas. “Se alguém da ONU parou a escada de propósito, deve ser demitido e investigado imediatamente”, afirmou Leavitt.
Como se não bastasse o imprevisto na entrada, outro contratempo ocorreu minutos depois. O teleprompter usado para auxiliar o discurso que abriria sua participação apresentou falhas técnicas. Sem o equipamento, Trump declarou que falaria “com o coração” e discursou por 58 minutos, ultrapassando em muito o tempo sugerido de 15 minutos para cada chefe de Estado.
Diante das especulações, a ONU decidiu se pronunciar oficialmente. Um porta-voz do secretário-geral António Guterres esclareceu que não houve sabotagem. Segundo ele, um videomaker da delegação norte-americana subiu a escada rolante de costas para filmar a chegada de Trump e da primeira-dama. Ao alcançar o topo, teria acionado involuntariamente um mecanismo de segurança embutido no equipamento.
Esse sistema é projetado para interromper o funcionamento quando há risco de que roupas, objetos ou até mesmo partes do corpo fiquem presos nos dentes da escada. O técnico presente no local resetou o equipamento logo após a comitiva alcançar o segundo andar. Um exame posterior do processador central da máquina confirmou que a parada foi resultado da ativação desse mecanismo de proteção, e não de falhas graves ou ações externas.
Assim, o episódio que começou com especulações e teorias sobre riscos à segurança internacional terminou com uma explicação bem mais comum: um simples dispositivo de proteção foi acionado acidentalmente. Ainda assim, a cena de Trump parado no meio da escada rolante rendeu debates, piadas e discussões que extrapolaram os corredores da ONU e circularam pelo mundo todo.