Novo estudo explica por que “cheirar os próprios peidos” poderia melhorar a capacidade cerebral e reduzir as chances de Alzheimer

📅 15/12/2025 👁️ 1 visualizações 🏷️ Bizarro

Um estudo científico recente chamou atenção ao associar um hábito considerado desagradável a possíveis benefícios para o cérebro. Pesquisadores analisaram o papel de um gás naturalmente produzido pelo corpo humano e chegaram a resultados que despertaram curiosidade ao redor do mundo, especialmente por envolver a prevenção do Alzheimer.

Atualmente, cerca de 7,2 milhões de pessoas convivem com Alzheimer apenas nos Estados Unidos. Entre indivíduos com 65 anos ou mais, aproximadamente uma em cada nove pessoas apresenta algum grau da doença. O Alzheimer não se limita apenas a lapsos de memória. Dependendo do tipo e da progressão, também pode provocar alucinações, rigidez muscular, alterações motoras e quadros de ansiedade.

Nesse contexto, qualquer nova linha de pesquisa que explore formas de reduzir o risco da doença costuma gerar grande interesse. Foi exatamente isso que ocorreu com um estudo conduzido por especialistas da Johns Hopkins Medicine, que investigaram os efeitos do sulfeto de hidrogênio no cérebro. Essa substância é responsável pelo odor característico dos gases intestinais e, segundo os pesquisadores, pode ter um papel relevante na proteção das células cerebrais.

A pesquisa identificou que o sulfeto de hidrogênio atua como uma molécula sinalizadora dentro das células. De acordo com os cientistas, essa sinalização pode desacelerar processos ligados à degeneração cognitiva e ao desenvolvimento do Alzheimer. A doutora Bindu Paul, professora associada e coautora do estudo, explicou a importância da descoberta ao afirmar: “Nossos novos dados ligam de forma consistente o envelhecimento, a neurodegeneração e a sinalização celular usando o sulfeto de hidrogênio e outras moléculas gasosas dentro da célula”.

Para chegar a esses resultados, a equipe utilizou camundongos geneticamente modificados para reproduzir características do Alzheimer humano. Os animais receberam uma substância chamada NaGYY, capaz de liberar gradualmente moléculas gasosas pelo organismo. Após a aplicação, os pesquisadores aguardaram cerca de 12 semanas antes de realizar testes detalhados.

Os exames avaliaram memória, coordenação motora e nível de atividade física dos camundongos. Os resultados mostraram uma melhora de aproximadamente 50% nesses parâmetros em comparação com os animais que não receberam a substância. Além do desempenho cognitivo superior, os camundongos tratados também se mostraram mais ativos fisicamente.

Segundo a equipe da Johns Hopkins Medicine, “os resultados mostraram que os desfechos comportamentais da doença de Alzheimer poderiam ser revertidos com a introdução do sulfeto de hidrogênio”. Essa constatação reforçou o interesse dos pesquisadores em aprofundar o estudo sobre o papel desse gás no funcionamento cerebral.

O grupo continua investigando como os compostos de enxofre interagem com proteínas associadas ao Alzheimer, como a glicogênio sintase quinase beta, conhecida como GSK3β. Essa proteína está