Novo estudo afirma que este gesto ignorado pode indicar que seu parceiro é um psicopata

📅 23/10/2025 👁️ 7 visualizações 🏷️ Psicologia

Filmes de terror, documentários criminais e romances sombrios costumam apresentar pessoas perigosas de forma exagerada, com olhares frios e sorrisos forçados. No entanto, a ciência mostra que a realidade pode ser bem mais sutil. Um simples toque — algo que normalmente transmite carinho — pode também esconder intenções manipuladoras em relacionamentos amorosos.

Pesquisadores da Binghamton University, em Nova York, identificaram um padrão curioso: gestos físicos usados em momentos de tensão podem servir para exercer controle sobre o parceiro. O que parece um abraço reconfortante ou um toque carinhoso no braço pode, em certos casos, funcionar como uma ferramenta de dominação emocional.

Segundo os cientistas, toques durante uma discussão, especialmente quando a outra pessoa está abalada ou tentando defender seu ponto de vista, podem aumentar a sensação de autoridade de quem toca. Essa forma de contato físico tem o potencial de criar um desequilíbrio sutil de poder dentro da relação.

De acordo com o estudo, publicado na revista Current Psychology, indivíduos com traços de personalidade conhecidos como “Tríade Sombria” — narcisismo, psicopatia e maquiavelismo — têm maior probabilidade de usar o toque de forma manipuladora. Esses traços incluem comportamentos frios, calculistas e focados em vantagens pessoais, mesmo que isso envolva prejudicar os sentimentos do parceiro.

O professor de psicologia Richard Mattson, um dos autores da pesquisa, explicou que o diferencial do trabalho está em relacionar o uso problemático do toque com o perfil psicológico de quem o pratica. “O novo em nossa pesquisa não é apenas identificar usos negativos do toque — é conectá-los ao tipo de pessoa que tem mais inclinação para fazer isso em um relacionamento amoroso”, afirmou.

Mattson também destacou que a maioria dos estudos sobre toque físico concentra-se em seus benefícios — como aliviar o estresse, reduzir a ansiedade e liberar ocitocina, conhecida como “hormônio do afeto”. Mas seu grupo de pesquisa seguiu por outro caminho: investigar como esse mesmo gesto pode ser usado para manipular.

Ao longo da investigação, mais de 500 estudantes universitários participaram de questionários sobre seus hábitos e preferências em relação ao toque físico em relacionamentos. Foram analisados fatores como o nível de conforto com demonstrações de afeto, o quanto evitavam ser tocados e se usavam esse recurso de forma a beneficiar a si mesmos em detrimento do parceiro.

Os resultados revelaram padrões distintos entre homens e mulheres. Entre os homens, aqueles que se sentiam inseguros quanto ao relacionamento tinham maior tendência a buscar toques como forma de obter reafirmação emocional. Já os que evitavam intimidade emocional demonstravam desconforto com qualquer contato físico, independentemente de outros traços de personalidade.

Entre as mulheres, o cenário foi diferente: aquelas com traços ligados à Tríade Sombria relataram maior desconforto com o toque, mas, paradoxalmente, também mostraram maior propensão a usá-lo de forma estratégica e manipulativa durante interações com o parceiro.

Os pesquisadores observaram que esses comportamentos não estão