Menino de 11 anos cobrava US$ 2 por conselhos no metrô e ajudava colegas com o dinheiro
Em 2016, Ciro Ortiz, então com 11 anos, passou a oferecer conversas de cinco minutos por US$ 2 na estação Bedford Avenue, no Brooklyn, em Nova York. Aos domingos, o estudante colocava uma mesa dobrável e um cartaz de papelão anunciando “conselhos emocionais”. O dinheiro obtido também era usado para comprar alimentos a colegas de escola que não tinham condições de pagar por eles, segundo seu pai.
A iniciativa foi documentada em dezembro daquele ano pelo New York Post e também registrada pela Associated Press. Ciro morava em Bushwick, bairro do Brooklyn, e cursava o equivalente ao sexto ano do ensino fundamental. A mesa ficava na estação da linha L, no bairro de Williamsburg, e recebia passageiros dispostos a conversar sobre problemas pessoais.
Uma mesa na estação Bedford Avenue
Em dezembro de 2016, a banca já funcionava havia cerca de nove domingos. O horário informado na época era das 12h às 14h. Ao contrário de um consultório, não havia agendamento nem atendimento clínico. Ciro simplesmente escutava os visitantes e dava sua opinião durante sessões rápidas.
A estrutura lembrava a banca de conselhos da personagem Lucy, das histórias em quadrinhos Peanuts, conhecidas no Brasil pelas aventuras de Charlie Brown. O próprio cartaz anunciava “Emotional Advice”, expressão que pode ser traduzida como “conselhos emocionais”.
Em um domingo movimentado, o menino dizia arrecadar até US$ 50 ao longo de duas horas. O valor, informado por ele em uma entrevista reproduzida pela agência UPI, representava uma possibilidade de ganho em um dia de movimento, e não um rendimento garantido.
O bullying e a ajuda aos colegas
Os pais de Ciro relataram que ele havia sofrido bullying na escola. A experiência contribuiu para que quisMisterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.