Menino de 11 anos cobrava US$ 2 por conselhos no metrô e ajudava colegas com o dinheiro

📅 24/10/2026 👁️ 1 visualizações 🏷️ Curiosidades
Ciro Ortiz, aos 11 anos, ao lado de uma placa oferecendo conselhos emocionais por dois dólares no metrô de Nova York.

Em 2016, Ciro Ortiz, então com 11 anos, passou a oferecer conversas de cinco minutos por US$ 2 na estação Bedford Avenue, no Brooklyn, em Nova York. Aos domingos, o estudante colocava uma mesa dobrável e um cartaz de papelão anunciando “conselhos emocionais”. O dinheiro obtido também era usado para comprar alimentos a colegas de escola que não tinham condições de pagar por eles, segundo seu pai.

A iniciativa foi documentada em dezembro daquele ano pelo New York Post e também registrada pela Associated Press. Ciro morava em Bushwick, bairro do Brooklyn, e cursava o equivalente ao sexto ano do ensino fundamental. A mesa ficava na estação da linha L, no bairro de Williamsburg, e recebia passageiros dispostos a conversar sobre problemas pessoais.

Uma mesa na estação Bedford Avenue

Em dezembro de 2016, a banca já funcionava havia cerca de nove domingos. O horário informado na época era das 12h às 14h. Ao contrário de um consultório, não havia agendamento nem atendimento clínico. Ciro simplesmente escutava os visitantes e dava sua opinião durante sessões rápidas.

A estrutura lembrava a banca de conselhos da personagem Lucy, das histórias em quadrinhos Peanuts, conhecidas no Brasil pelas aventuras de Charlie Brown. O próprio cartaz anunciava “Emotional Advice”, expressão que pode ser traduzida como “conselhos emocionais”.

Em um domingo movimentado, o menino dizia arrecadar até US$ 50 ao longo de duas horas. O valor, informado por ele em uma entrevista reproduzida pela agência UPI, representava uma possibilidade de ganho em um dia de movimento, e não um rendimento garantido.

O bullying e a ajuda aos colegas

Os pais de Ciro relataram que ele havia sofrido bullying na escola. A experiência contribuiu para que quisMisterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.