Membro da realeza teria participado de caçadores de “safári humano” que “competiam para matar as mulheres mais bonitas e grávidas”

📅 06/05/2026 👁️ 3 visualizações 🏷️ História
Membro da realeza teria participado de caçadores de

Durante quase quatro anos, Sarajevo viveu cercada, bombardeada e vigiada por atiradores posicionados nas colinas ao redor da cidade. Entre abril de 1992 e fevereiro de 1996, seus cerca de 400 mil habitantes enfrentaram uma rotina marcada por falta de comida, água, remédios, energia elétrica e segurança. A guerra não ficava distante, no horizonte. Ela atravessava ruas, janelas, filas de pão e o caminho entre uma casa e outra.

Agora, décadas depois, uma das acusações mais sombrias ligadas ao cerco voltou ao centro das atenções. Jornalistas que investigam crimes cometidos durante a guerra na Bósnia afirmam que estrangeiros ricos teriam viajado à região para participar de supostos “safáris humanos”, pagando para atirar contra civis indefesos em Sarajevo.

A denúncia ganhou nova força com o trabalho do jornalista e escritor italiano Ezio Gavazzeni, que levou o caso às autoridades. Segundo ele, cidadãos italianos e de outros países europeus teriam pago grandes quantias para acompanhar atiradores sérvios e disparar contra moradores da cidade sitiada. No fim de 2025, o Ministério Público de Milão abriu uma investigação sobre as alegações.

O cerco que transformou ruas em armadilhas

Milhares de civis morreram durante o cerco.

Milhares de civis morreram durante o cerco.

O Cerco de Sarajevo começou em 5 de abril de 1992 e terminou apenas em 29 de fevereiro de 1996. NMisterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.