Médico é preso após supostamente envenenar dezenas de pacientes para exibir suas habilidades de ressuscitação

📅 10/09/2025 👁️ 7 visualizações 🏷️ Bizarro

Um anestesista francês está no centro de um dos julgamentos mais comentados da França nos últimos anos. Aos 53 anos, Frédéric Péchier é acusado de envenenar 30 pacientes em duas clínicas na cidade de Besançon. Entre os supostos casos, 12 pessoas não resistiram às paradas cardíacas que teriam sido provocadas artificialmente.

As investigações apontam que Péchier teria manipulado bolsas de soro utilizadas durante procedimentos médicos. O objetivo, segundo a acusação, seria duplo: mostrar sua habilidade em ressuscitar pacientes em situações críticas e, ao mesmo tempo, prejudicar a reputação de colegas com quem mantinha rivalidade.

As vítimas variam bastante em idade. O caso mais jovem envolveu um menino de apenas 4 anos, chamado Teddy, que sobreviveu a duas paradas cardíacas durante uma cirurgia de amígdalas em 2016. Já a vítima mais idosa tinha 89 anos.

Frédéric Péchier teria envenenado as bolsas de soro de 30 pacientes

Frédéric Péchier teria envenenado as bolsas de soro de 30 pacientes

O médico nega todas as acusações. Ele afirma que não existe prova de envenenamento e se declara alvo de um grupo de colegas invejosos. “Não há nenhuma evidência clara de que tenha havido envenenamento”, declarou, segundo a BBC News.

O julgamento, que começou após oito anos de investigações, deve se estender por mais de três meses. Estão envolvidos mais de 150 representantes das vítimas e cerca de 170 testemunhas e especialistas que irão depor ao longo do processo.

A promotoria, por outro lado, considera que Péchier é o ponto em comum em todos os episódios de parada cardíaca considerados suspeitos. O promotor Etienne Manteaux destacou no tribunal: “O que se acusa Péchier é de envenenar pacientes saudáveis para prejudicar colegas com quem tinha conflito. Ele era sempre o primeiro a intervir quando o coração parava. Tinha sempre uma solução.”

O advogado de defesa, Maître Randall Schwerdorffer, argumenta que, se o médico nunca foi colocado em prisão preventiva, é porque as provas apresentadas não são sólidas. Ele ressaltou em entrevista à Radio France: “Havia todos os motivos para detê-lo — perturbação da ordem pública, risco de repetição… Mas os juízes sempre reconheceram que havia um problema no caso.”

Caso seja considerado culpado, Péchier pode enfrentar prisão perpétua. O julgamento segue atraindo atenção nacional e internacional pelo ineditismo e pela gravidade das acusações. Enquanto isso, famílias das vítimas aguardam respostas após anos de espera por justiça.

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