Israel x Irã: Trump ameaça e sugere entrada definitiva dos Estados Unidos na guerra

📅 19/06/2025 👁️ 4 visualizações 🏷️ Notícias
Trump ameaça e sugere entrada definitiva dos Estados Unidos na guerra

O choque direto entre Israel e o Irã completa uma semana nesta quinta-feira, 19 de junho. O que começou como trocas de ataques entre os dois rivais históricos ganha uma dimensão ainda mais alarmante: a possibilidade real de os Estados Unidos entrarem definitivamente na guerra. As ações e palavras do presidente Donald Trump jogam gasolina em um fogo que já queima intensamente no Oriente Médio.

A chama foi acesa na madrugada de sexta-feira passada, 13 de junho. Forças israelenses lançaram um ataque surpresa contra alvos cruciais do programa nuclear iraniano e contra lideranças militares em Teerã. O governo do Irã respondeu poucas horas depois com ataques de retaliação contra Israel. Essa troca violenta, rara em sua intensidade e por envolver ataques diretos entre os dois países, elevou imediatamente o temor de uma guerra regional.

O motivo declarado por Israel para o ataque inicial é claro: impedir o avanço do programa nuclear iraniano, visto como uma ameaça existencial à segurança do país. Instalações como a usina subterrânea de Fordo, escavada a mais de 100 metros de profundidade numa montanha e usada para enriquecer urânio, foram atingidas. O Irã, por sua vez, nega buscar armas nucleares e classifica os ataques israelenses como agressão pura.

Agora, o cenário fica mais complexo e perigoso. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmou ter aprovado planos militares detalhados para um possível ataque americano direto ao Irã.

O alvo incluiria justamente locais como a instalação de Fordo. Apesar dessa aprovação, Trump ainda não deu o sinal verde final para iniciar as operações. Suas declarações na Casa Branca nesta quarta-feira, dia 18, foram um misto de ameaça e ambiguidade: “Ninguém sabe o que vou fazer”, afirmou, evitando confirmar ou negar um ataque iminente.

Trump foi além das palavras. A rede CNN Internacional reporta o envio de mais aviões de combate americanos para o Oriente Médio e a prorrogação da permanência de tropas já estacionadas na região. Esses movimentos são preparativos explícitos para a possibilidade de um confronto armado direto entre EUA e Irã. Até agora, o envolvimento militar americano limitou-se a um papel defensivo, ajudando Israel a interceptar mísseis iranianos.

O presidente americano também fez declarações sombrias sobre a evolução da crise. Ele afirmou que a situação “mudou” em relação à semana passada e que “muitas coisas ruins podem acontecer”.

Embora tenha sugerido que o conflito poderia terminar em breve, admitiu não saber quanto tempo ainda durará. De forma contundente, Trump rejeitou aparentes tentativas iranianas de retomar o diálogo, declarando que a “paciência acabou” e que agora seria “tarde demais para conversar”.

Do lado iraniano, a resposta às ameaças americanas foi rápida e veemente. O líder supremo do país, Aiatolá Ali Khamenei, usou a televisão estatal nesta quarta-feira para enviar um recurso claro. Qualquer ataque direto dos Estados Unidos ao Irã, advertiu, terá “consequências sérias e irreparáveis”. Khamenei afirmou com firmeza que o Irã “nunca se renderá” e acusou Israel de cometer um “grande erro” ao iniciar os ataques da semana passada.

Dirigindo-se especificamente às exigências de Trump por uma “rendição incondicional”, Khamenei foi taxativo: “os iranianos não respondem bem à linguagem da ameaça”. Ele prometeu que os responsáveis pelos ataques contra o Irã pagarão pelo sangue derramado.

Israel, por sua vez, não dá sinais de recuo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu elevou ainda mais o tom ao afirmar que não descarta a possibilidade de ordenar a morte do próprio Aiatolá Khamenei. Para Netanyahu, tal ação não representaria uma escalada do conflito, mas sim o seu fim.

Os combates continuaram nesta quarta-feira e todas as indicações são de que prosseguirão nesta quinta-feira, dia 19. Explosões sacudiram Tel Aviv após novos lançamentos de mísseis iranianos. Israel retaliou imediatamente com bombardeios em Teerã e na cidade de Karaj. O exército israelense afirma ter atingido instalações militares e centros nucleares, incluindo o conhecido complexo de Natanz.

O balanço humano da semana de violência é pesado. Dados oficiais apontam pelo menos 248 mortos: 224 no Irã e 24 em Israel. Entretanto, organizações independentes de monitoramento, como a Human Rights Activists, apresentam números significativamente maiores. Segundo Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.