Durante sete dias, um criador de conteúdo decidiu mergulhar em uma prática pouco conhecida fora de certos círculos da internet, mas que tem ganhado espaço entre discussões sobre comportamento e saúde mental. O experimento acabou se transformando em um relato direto sobre como hábitos aparentemente inofensivos podem rapidamente assumir o controle da rotina.
Chris Ivan, conhecido nas redes como CITV, resolveu testar o chamado “gooning”, uma prática que envolve a estimulação prolongada até quase o clímax, interrompendo o momento final repetidamente para manter uma espécie de estado de euforia. A ideia era simples: experimentar por uma semana e mostrar, na prática, quais seriam os efeitos reais disso no corpo e na mente.
Antes de começar, ele já tinha um histórico que o deixava atento. Durante a adolescência, consumia conteúdo adulto várias vezes por dia. Ao abandonar esse hábito por um longo período, afirmou ter se tornado “extremamente sensível” ao voltar a esse tipo de estímulo.
“Isso é feito para te prender como uma droga”, afirmou. “E posso dizer com certeza que não existe um único resultado positivo em consumir pornografia ou praticar gooning de forma constante.”
Primeiros sinais
Logo no primeiro dia, a mudança foi quase imediata. Após a primeira sessão, ele descreveu uma queda brusca de energia ao longo da tarde, como se algo tivesse sido drenado dele. Mesmo sendo uma pessoa naturalmente animada, relatou cansaço, irritação e dificuldade de concentração.
Curiosamente, junto com o desconforto, surgiu também um impulso persistente de repetir a experiência. “A ideia de me expor novamente a esse conteúdo parece muito atraente, porque no geral não estou me sentindo tão bem quanto antes”, explicou.
No segundo dia, a sensação piorou. Ele acordou com a mente confusa, descrevendo o estado mental como “um cérebro derretido”, além de perceber uma redução na atenção e na clareza dos pensamentos. Ao mesmo tempo, passou a enfrentar um conflito interno constante.
“Havia uma tentação de ver o conteúdo, mas no fundo eu sabia que não deveria. Mesmo assim, eu fazia. Eu me sinto muito culpado. Eu odeio isso, porque sei que não é saudável.”
A combinação de desejo e arrependimento começou a criar um ciclo difícil de interromper.
Efeito acumulado
A partir do terceiro dia, o impacto deixou de ser apenas pontual e passou a dominar a rotina. Chris relatou que começou a acordar mais tarde, enfrentava pensamentos negativos espontâneos e sentia que estava “lutando de verdade” para manter o controle.
A culpa pelo consumo frequente de conteúdo adulto passou a ser constante. Segundo ele, era como se esse sentimento estivesse “consumindo por dentro”. Tarefas simples do dia a dia, que antes eram feitas sem esforço, passaram a parecer obrigações pesadas.
Ao longo dos dias seguintes, esse padrão se manteve. A mente permanecia ocupada com pensamentos