Em um caso marcante de dependência na era digital, um homem chinês de Ningbo chamou atenção ao gastar mais de meio milhão de dólares em uma plataforma de streaming ao vivo, enquanto sobrevivia com uma dieta composta apenas de pães cozidos no vapor.
Identificado apenas como Hong, o homem desenvolveu uma fixação intensa por uma influenciadora conhecida como “líder de opinião-chave” (KOL, na sigla em inglês) na plataforma. Segundo o Melt Water, KOLs são profissionais influentes em suas áreas, capazes de moldar a opinião pública em relação a produtos, serviços ou outras questões.
A derrocada financeira de Hong começou no início deste ano, quando ele esgotou suas economias pessoais. À medida que sua obsessão crescia, ele passou a gastar as economias da família. Quando os parentes bloquearam seu acesso ao dinheiro em maio, Hong começou a roubar materiais de cobre da empresa familiar, que atua no setor de ferragens.
Entre maio e 15 de outubro, Hong realizou mais de 40 roubos de cobre na empresa, acumulando materiais avaliados em cerca de 316 mil dólares (aproximadamente 1,9 milhão de reais). Ele levava o cobre roubado a centros de reciclagem, onde o trocava por dinheiro. O esquema continuou até que a fábrica percebeu o desaparecimento do material e denunciou os roubos à polícia local, apenas para descobrir que o culpado era o próprio filho dos donos.
Hong deu uma gorjeta impressionante de 550 mil dólares (cerca de 2,9 milhões de reais) no total para uma única influenciadora em uma plataforma de streaming ao vivo.
O motivo por trás do comportamento extremo de Hong era surpreendentemente simples. “Eu não queria conhecê-la; só queria ouvir ela me chamar de ‘irmão’”, explicou Hong ao jornal South China Morning Post. Essa revelação gerou reações diversas nas redes sociais chinesas. Um usuário comentou: “Quatro milhões de yuans por uma única palavra, ‘irmão’? Talvez ele devesse procurar um psiquiatra.” Outro sugeriu: “Se você só queria ouvir isso, por que não gravou e colocou no modo repetição?”
O caso destaca a complexidade das dependências comportamentais na era digital. Enquanto os vícios