O Burning Man é conhecido por ser um dos festivais mais excêntricos e chamativos do mundo, atraindo dezenas de milhares de pessoas para o deserto de Black Rock, em Nevada.
Em 2025, cerca de 80 mil participantes se reuniram para celebrar a edição que marca quase quatro décadas desde a primeira queima simbólica, quando uma escultura de apenas 2,4 metros foi incinerada na areia. Hoje, as estruturas chegam a impressionantes 24 metros de altura, transformando-se em enormes fogueiras que iluminam a noite e dão vida a um espetáculo que mistura música, arte e espiritualidade.
No entanto, o evento deste ano foi marcado por uma tragédia que surpreendeu os presentes. Enquanto a escultura principal começava a arder no sábado, 30 de agosto, um participante chamou a atenção de um policial do condado de Pershing. Ele relatou ter encontrado um homem caído em uma poça de sangue em uma área de acampamento.
As autoridades reagiram imediatamente. De acordo com o comunicado oficial do Escritório do Xerife do Condado de Pershing, agentes locais, juntamente com guardas do Bureau of Land Management e seguranças do próprio Burning Man, cercaram a área para preservar a cena.
O corpo, identificado apenas como um homem adulto branco, foi encontrado já sem vida. Até o momento, sua identidade não foi divulgada e os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico Legal do Condado de Washoe.
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A investigação mobilizou diferentes órgãos. Especialistas da Divisão de Ciências Forenses do Condado de Washoe foram chamados para processar a cena e recolher evidências, enquanto participantes próximos ao local foram entrevistados para ajudar a esclarecer o que ocorreu. A área onde o crime aconteceu permaneceu sob forte vigilância policial, com acesso restrito até que o trabalho pericial fosse concluído.
“Embora este ato pareça ser um crime isolado, todos os participantes devem estar sempre atentos ao ambiente e às pessoas ao seu redor”, destacou o comunicado emitido pelas autoridades. A declaração também ressaltou a complexidade de conduzir uma investigação em uma cidade temporária, que existe apenas por alguns dias e depois é desmontada, deixando o deserto como se nada tivesse acontecido.
O festival, que começou em 24 de agosto e está previsto para encerrar em 1º de setembro, geralmente é lembrado por sua atmosfera de celebração e criatividade coletiva. Entretanto, a morte registrada neste ano trouxe um tom inesperado ao evento, que em 2026 completará 40 anos desde a primeira vez em que uma figura humana em madeira foi queimada diante de um pequeno grupo, tradição que cresceu até se transformar em um dos maiores encontros culturais alternativos do planeta.