Homem desenterrou o corpo da irmã e o levou ao banco para provar que ela havia morrido

📅 30/04/2026 👁️ 10 visualizações 🏷️ Bizarro

Homem desenterrou o corpo da irmã e o levou ao banco para provar que ela havia morrido

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Homem desenterrou o corpo da irmã e o levou ao banco para provar que ela havia morrido

Em uma pequena comunidade tribal no estado de Odisha, no leste da Índia, um episódio incomum chamou a atenção ao transformar um procedimento burocrático em uma cena difícil de ignorar.

Jitu Munda, de 52 anos, tentava acessar o dinheiro deixado por sua irmã, Kalara Munda, após sua morte. O problema era simples no papel, mas complexo na prática: ele não tinha em mãos o certificado de óbito exigido pelo banco. Sem o documento, o pedido não poderia avançar.

Diante da exigência, Jitu tomou uma decisão extrema. Ele exumou os restos mortais da irmã e os levou até a agência bancária, na tentativa de provar que ela havia falecido.

“Fui solicitado a provar se minha irmã estava viva ou morta. Como não tinha documentos, trouxe os restos para mostrar que ela estava morta”, afirmou em entrevista à BBC. Segundo ele, a frustração aumentou após repetidas solicitações por provas formais.

O episódio no banco

Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o momento em que Jitu chega ao banco carregando um saco com ossos e o posiciona na entrada do local. A cena gerou reações imediatas entre funcionários e clientes.

O banco, identificado como Indian Overseas Bank, contestou a versão apresentada por Jitu. Em comunicado, a instituição afirmou que nunca solicitou qualquer tipo de “prova física” da morte e classificou essa alegação como incorreta.

Segundo o banco, o caso ocorreu por falta de compreensão do processo de liberação de valores e pela recusa em seguir os procedimentos indicados, que incluíam a apresentação de documentos oficiais, como o certificado de óbito.

A instituição também alegou que Jitu teria chegado à agência em estado de embriaguez e que, após ser orientado e não atendido, retornou posteriormente com os restos mortais.

Burocracia e desfecho

Funcionários relataram que a situação foi considerada altamente perturbadora, levando à intervenção da polícia. O gerente da agência, Sushant Kumar Sethi, afirmou que, em um primeiro momento, Jitu havia dito que a irmã estava viva, mas impossibilitada de comparecer ao banco, e que a equipe chegou a se oferecer para visitá-la em casa.

Com o desenrolar do caso, autoridades locais emitiram finalmente os documentos necessários, incluindo o certificado de óbito e a comprovação de herdeiros legais. O valor a ser retirado era de 19.402 rúpias, cerca de R$ 1.000.

Além disso, Jitu recebeu uma oferta de 30.000 rúpias, aproximadamente R$ 1.580, e foi orientado a realizar novamente o enterro dos restos mortais da irmã.

Na Índia, quando uma pessoa morre sem indicar um beneficiário direto em conta bancária, familiares precisam apresentar documentação oficial para acessar os valores. Em regiões mais remotas, esse processo pode levar tempo e gerar dificuldades para quem depende desses recursos.