Homem deixa a câmera cair no fundo do mar e “registra as primeiras imagens de uma criatura”

📅 24/02/2026 👁️ 6 visualizações 🏷️ Animais

Uma câmera resistente, presa a um tubo metálico com isca na ponta, começou a descer lentamente por quase 200 metros até desaparecer na escuridão do mar ao redor de Bali. A proposta era simples: registrar o que vive em grandes profundidades. O resultado trouxe imagens raras de animais que quase nunca são vistos vivos em seu ambiente natural.

O responsável pela experiência foi o criador de conteúdo Barny Dillarstone. Ele viajou até Nusa Penida, ilha indonésia próxima a Bali, conhecida localmente como Black Magic Island. A região carrega histórias sobre feitiçaria e lendas antigas, além de ser cercada por um mar de correntes imprevisíveis que podem mudar em segundos.

Barny aprendeu a mergulhar nessa área e já havia lançado câmeras submersas ali outras vezes. Segundo ele, a motivação era clara: encontrar uma espécie ainda desconhecida pela ciência. Mesmo reconhecendo que foi imprudente deixar o equipamento descer a centenas de pés de profundidade, afirmou que não se arrepende. Ele declarou que conseguiu registrar, pela primeira vez, pelo menos duas grandes espécies de águas profundas nadando livremente.

Tubarões das profundezas

Entre os primeiros visitantes da câmera estava o spurdog, também chamado de cação ou dogfish. Trata-se de um tipo de tubarão identificado por espinhos lisos nas nadadeiras dorsais, olhos grandes e dentes de tamanho semelhante entre si.

Diferentemente de tubarões como o grande branco, seus dentes não são feitos para cortar em fatias. Em vez disso, capturam a presa e torcem o corpo para arrancar pedaços. Barny descreveu o animal como tendo corpo esguio, focinho curto, nadadeiras dorsais altas com pontas claras e espinhos longos. A cauda apresenta uma borda branca larga e não possui manchas escuras.

Nas imagens, o predador aparece tentando arrancar a isca presa ao tubo da câmera. Seus olhos chamam atenção. De acordo com o explorador, são tão grandes que absorvem grande quantidade de luz. Quando iluminados pelo equipamento, provavelmente enxergam apenas um objeto brilhante, sem perceber detalhes que poderiam indicar perigo.

Mais de um indivíduo circulava ao redor, mas não foi possível determinar quantos exatamente estavam presentes na cena.

A arraia misteriosa

Em outro momento do registro, um animal achatado começou a surgir repetidamente no enquadramento. Barny relatou que, a princípio, não reconheceu a espécie. Tratava-se de uma arraia de coloração marrom arroxeada, nadando a grande profundidade.

A cabeça e o focinho lembravam as arraias-águia que vivem em águas mais rasas. No entanto, aquela parecia diferente do que ele já tinha visto. Segundo o criador de conteúdo, há indícios de que esse pode ser o primeiro registro em vídeo da espécie viva na natureza.

O animal possui ferrões venenosos ao longo da cauda e é capaz de arrancadas rápidas, mesmo com o corpo largo e achatado. A arraia atravessou o campo da câmera com movimentos suaves, desaparecendo na escuridão logo depois.

Barny também comentou que as criaturas mais impressionantes costumam surgir à noite. Para ele, os pequenos tubarões filmados durante o dia podem ser apenas presa para predadores ainda maiores que dominam o ambiente nas horas sem luz.

A experiência reforça o quanto as águas profundas continuam pouco exploradas. Mesmo com tecnologia avançada e câmeras de alta definição, cada descida revela apenas uma fração do que se move nas regiões mais escuras do oceano.