Estúdio de Coraline criou 132 cenários e uma águia com 3 mil penas para novo filme

📅 24/10/2026 👁️ 2 visualizações 🏷️ Entretenimento
Animador trabalha em cenário em miniatura com bonecos articulados durante a produção de Wildwood, do estúdio Laika.

O estúdio de animação Laika, responsável por filmes como Coraline e Kubo e as Cordas Mágicas, lançou nos Estados Unidos, em 23 de outubro de 2026, seu novo longa-metragem, Wildwood. Produzida em Portland, no estado americano de Oregon, a obra utiliza bonecos articulados, cenários físicos e a técnica de animação stop-motion. A produção envolveu centenas de profissionais, milhares de peças fabricadas especialmente para o filme e mais de cinco anos de trabalho técnico.

Dirigido por Travis Knight, presidente da Laika, o longa acompanha Prue McKeel, uma adolescente que entra em uma floresta encantada para resgatar o irmão mais novo, sequestrado por um grupo de corvos. A história é baseada no livro publicado em 2011 pelo escritor Colin Meloy, com ilustrações de Carson Ellis.

Mais de 130 cenários e 142 mil rostos

Os números da produção foram apresentados pelo supervisor de efeitos visuais Steve Emerson durante a View Conference, realizada em outubro de 2026, na Itália.

Segundo as informações divulgadas durante a apresentação, a equipe produziu 132 cenários físicos, 223 bonecos articulados e 728 árvores em miniatura, representando dez espécies encontradas no noroeste dos Estados Unidos.

Outro número chama atenção: foram fabricadas 142.030 peças faciais intercambiáveis para representar diferentes expressões dos personagens.

Na técnica stop-motion, os animadores movimentam cuidadosamente os bonecos entre fotografias. Quando essas imagens são reproduzidas em sequência, os personagens parecem caminhar, conversar e realizar outras ações.

Em Wildwood, são utilizados 24 quadros por segundo. Determinadas cenas exigiram um rosto diferente para praticamente cada quadro, permitindo representar mudanças muito pequenas nas expressões.

A fabricação dessas peças combina modelagem digital, impressão tridimensional e acabamento manual. Segundo Brian McLean, responsável pelo departamento de prototipagem rápida, aproximadamente 70 profissionais participaram da produção dos componentes faciais.

O projeto passou cerca de 16 anos em desenvolvimento, desde as primeiras iniciativas de adaptação. A etapa de animação e efeitos visuais, entretanto, durou aproximadamente cinco anos, conforme o relato de Emerson.

Uma águia com mais de 3 mil penas colocadas individualmente

Entre os personagens mais trabalhosos está General, uma grande águia que participa de importantes sequências da história.

O boneco tem aproximadamente 1,5 metro de envergadura e recebeu mais de 3 mil penas artificiais, aplicadas individualmente sobre uma estrutura revestida de silicone.

As penas foram produzidas com materiais sintéticos e algumas receberam pequenos mecanismos que permitem ajustar suas posições.

Em entrevistas realizadas dentro do estúdio, Brad Schiff, supervisor de animação, explicou que foram necessárias três versões do pássaro. Duas foram construídas para cenas de voo, enquanto a terceira permite representar o movimento de abrir e fechar as asas.

A equipe também desenvolveu mecanismos para movimentar os ombros, alongar o pescoço e simular a respiração do animal.

Uma sequência envolvendo o voo da águia levou mais de quatro anos para ser concluída. O trabalho exigiu movimentos coordenados entre o pássaro e a personagem Prue, que aparece montada sobre suas costas.

Segundo Schiff, os animadores produziam, em média, 20 quadros por dia, menos de um segundo de filme. Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.