Estudante morreu tragicamente em um acidente bizarro após um erro com chiclete que arrancou metade do rosto

📅 14/03/2026 👁️ 7 visualizações 🏷️ Bizarro

Um simples hábito pode se transformar em tragédia quando produtos químicos entram na equação. Foi o que aconteceu com o estudante ucraniano Vladimir Likhonos, de 25 anos, em 2009, em um caso que chocou autoridades e colegas.

Vladimir estudava engenharia química no Instituto Politécnico de Kiev. Segundo relatos da época, ele costumava mascar chiclete enquanto estudava e tinha o costume peculiar de mergulhá-lo em ácido cítrico em pó, buscando um sabor mais intenso. O ácido cítrico é uma substância comum, presente em frutas como o limão, e geralmente é vendido em forma de pó branco.

O problema é que muitos compostos químicos têm aparência semelhante. Pós brancos podem ser completamente inofensivos ou extremamente perigosos. E foi justamente essa semelhança que levou ao erro fatal.

No quarto onde estudava, Vladimir mantinha diferentes substâncias. De acordo com a porta-voz da polícia ucraniana, Elvira Biganova, havia cerca de 100 gramas de um material explosivo não identificado no local, armazenado junto ao ácido cítrico. Os dois pós, segundo ela, eram visualmente idênticos. “Qualquer pessoa poderia ter confundido”, afirmou na ocasião.

Uma explosão dentro de casa

Naquele dia, Vladimir teria mergulhado o chiclete no pó errado. Ao colocar o chiclete de volta na boca e morder, ocorreu uma explosão violenta. O impacto foi devastador e destruiu sua mandíbula e a parte inferior do rosto.

A mãe do estudante estava em casa e ouviu o estrondo vindo do quarto. Ao subir para verificar o que havia acontecido, encontrou o filho gravemente ferido no chão. Equipes de emergência foram acionadas, mas não puderam reverter a situação devido à gravidade dos ferimentos.

Segundo informações divulgadas pela agência estatal russa RIA Novosti na época, estimativas não confirmadas apontavam que a substância poderia ser até quatro vezes mais potente que o TNT. O composto exato, no entanto, não foi oficialmente identificado.

A unidade antibombas que esteve no local optou por não remover imediatamente o material restante, devido ao risco elevado. Até mesmo agentes experientes ficaram impactados com a cena. Biganova declarou: “Até alguns dos nossos oficiais mais experientes, que já viram de tudo, ficaram bastante abalados com o que encontraram.”

Quem era Vladimir Likhonos

Amigos descreveram Vladimir como um jovem tranquilo, equilibrado e apaixonado por matemática, física e química. Ele tinha interesse em experimentos caseiros e, segundo relatos, costumava fabricar pequenos artefatos explosivos artesanais, com a intenção de seguir carreira científica.

Na época do acidente, ele havia retornado para a região de Sumy após concluir exames acadêmicos. Passava grande parte do tempo no computador ou realizando experimentos.

Irina Lisovskaya, vice-diretora da faculdade de engenharia química onde ele estudou, comentou sobre seu desempenho acadêmico. “Ele tirou nota máxima em química, mas suas notas nas outras disciplinas eram medianas.” Ela acrescentou: “Vladimir não era um mau aluno, mas nunca se formou, pois não conseguiu defender sua tese de diploma e foi expulso no ano anterior.”

O caso ganhou repercussão internacional por envolver uma combinação incomum de descuido e materiais de alto risco. A semelhança visual entre substâncias químicas foi apontada como um fator decisivo no acidente.