Embaixador iraniano tem “apenas uma palavra” em alerta aos EUA

📅 03/03/2026 👁️ 57 visualizações 🏷️ Notícias

Uma sessão de emergência no Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, foi marcada por trocas de declarações duras após uma série de ataques militares contra o Irã no fim de semana.

As ofensivas ocorreram na madrugada de sábado, 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram bombardeios contra alvos estratégicos iranianos. Entre as mortes confirmadas está a do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. A operação teria como objetivo enfraquecer a capacidade militar iraniana, incluindo sistemas de mísseis, forças navais e qualquer avanço ligado ao desenvolvimento nuclear.

Enquanto o governo iraniano prometia reagir, o tema dominou a reunião convocada às pressas na sede das Nações Unidas.

Confronto verbal no conselho de segurança

Durante o encontro, o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, adotou um tom direto ao se dirigir ao representante dos Estados Unidos.

“Eu tenho apenas uma palavra”, declarou. “Aconselho o representante dos Estados Unidos a ser educado.”

Ele ainda acrescentou: “Será melhor para você e para o país que você representa, obrigado.”

A resposta veio do embaixador norte-americano, Mike Waltz. “Francamente, não vou dignificar isso com outra resposta”, afirmou.

Na sequência, ele criticou o regime iraniano, dizendo que o representante estava ali “representando um regime que matou dezenas de milhares do próprio povo e prendeu muitos outros simplesmente por desejarem liberdade da sua tirania”.

O clima na sala refletiu a tensão crescente entre os dois países, com acusações mútuas e discursos voltados tanto ao público internacional quanto às respectivas audiências domésticas.

Acusações de crime internacional

Iravani classificou os ataques como uma violação direta do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. Segundo ele, a ação foi “uma agressão não provocada e premeditada contra a República Islâmica do Irã pela segunda vez em meses recentes”.

Ele afirmou: “Isso não é apenas um ato de agressão; é um crime de guerra e um crime contra a humanidade.”

O diplomata também rejeitou justificativas baseadas em ameaças iminentes ou ataques preventivos. “A invocação de ‘ataque preventivo’, alegações de ameaça iminente ou outras reivindicações políticas não fundamentadas não têm base legal, moral ou política”, declarou.

Do lado norte-americano, a operação recebeu o nome de “Operation Epic Fury”. Segundo informações divulgadas anteriormente, o plano militar previa uma campanha com duração estimada entre quatro e cinco semanas, com foco na neutralização de estruturas estratégicas iranianas.

Em meio à escalada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que novos bombardeios podem ocorrer. Em entrevista à CNN, ele mencionou que “uma grande onda” de ataques aéreos ainda estaria por vir.

Em publicação na rede Truth Social, Trump escreveu que os estoques de munição do país, nos níveis médio e médio superior, “nunca estiveram tão altos ou melhores”. Ele afirmou ter sido informado de que os Estados Unidos possuem um suprimento “virtualmente ilimitado” dessas armas.

“Guerras podem ser travadas ‘para sempre’, e com muito sucesso, usando apenas esses estoques”, declarou o presidente, acrescentando que o arsenal seria superior às melhores armas de outros países.

Até o momento, não foram detalhados possíveis planos de encerramento da operação militar. O cenário segue marcado por incertezas diplomáticas e movimentações estratégicas que podem redefinir o equilíbrio de forças na região.