Donald Trump apresenta defesa inusitada por publicar imagem “blasfema” que depois foi apagada online

📅 14/04/2026 👁️ 5 visualizações 🏷️ Notícias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou uma onda de discussões intensas após compartilhar uma imagem gerada por inteligência artificial em sua rede social, a Truth Social. A postagem, realizada em um domingo à noite, mostrava o político de 79 anos vestindo um manto branco e vermelho, com as mãos emanando uma luz divina enquanto parecia curar um paciente em um leito de hospital.

O cenário era composto por elementos patrióticos americanos, como a Estátua da Liberdade, a bandeira dos Estados Unidos e águias, além de contar com a presença de um soldado e uma enfermeira que observavam a cena com admiração.

A repercussão negativa foi imediata, partindo especialmente de setores da comunidade cristã. Figuras políticas que anteriormente eram aliadas de Trump manifestaram descontentamento público.

A deputada republicana Marjorie Taylor Greene afirmou que a foto era “mais do que blasfêmia” e que carregava um “espírito do Anticristo”. No cenário internacional, o ex-primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, que é católico, classificou a imagem como “loucura” e “blasfema”. Diante das críticas, a postagem foi removida da plataforma na manhã seguinte.

Donald Trump defendeu a publicação sobre Jesus, agora apagada (Truth Social/@realDonaldTrump)

Donald Trump defendeu a publicação sobre Jesus, agora apagada (Truth Social/@realDonaldTrump)

Reações e justificativas oficiais

Ao ser questionado por repórteres enquanto recebia uma entrega do McDonald’s do lado fora do Salão Oval, o presidente ofereceu sua versão sobre o ocorrido. Ele negou que a intenção fosse se retratar como uma figura religiosa.

“Não era uma representação. Eu postei e achei que era eu como médico”, afirmou Trump. Ele explicou que associou as cores das vestes ao trabalho humanitário, declarando que “tinha a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos, e apenas as notícias falsas poderiam inventar essa história”.

Trump reforçou sua interpretação da imagem gerada por tecnologia. “Era para ser eu como um médico deixando as pessoas melhores, e eu deixo as pessoas melhores”, disse o presidente. Sobre a decisão de deletar o conteúdo, ele explicou em entrevista à CBS News que, embora não goste de apagar suas postagens, não queria causar mal-entendidos. “Normalmente não gosto de fazer isso, mas não queria que ninguém ficasse confuso. As pessoas estavam confusas”, justificou.

Conflitos com lideranças religiosas

O episódio da imagem ocorreu em um momento de tensão entre o governo americano e o Vaticano. Recentemente, o Papa Leão criticou o bombardeio ao Irã, o que motivou uma resposta direta de Trump nas redes sociais, embora o pontífice não tivesse mencionado o nome do líder republicano. O presidente escreveu que o “Papa Leão é fraco no combate ao crime e terrível na política externa”. Ele acrescentou ainda que não desejava um Papa que aceitasse a posse de armas nucleares pelo Irã.

O pontífice, por sua vez, declarou não ter medo da administração Trump ou de proclamar a mensagem do evangelho. “Não quero entrar em um debate com Trump”, afirmou o Papa Leão.

Ele destacou que muitas pessoas inocentes estão morrendo no mundo e que alguém precisa defender que existe um caminho melhor. A situação levou o Bispo Robert Barron, membro da Comissão de Liberdade Religiosa do próprio governo, a sugerir que o presidente peça desculpas ao Papa, defendendo que o diálogo direto entre funcionários do governo e o Vaticano seria preferível a declarações em redes sociais.