Cenipa divulga relatório preliminar da queda do avião da Voepass em Vinhedo

📅 06/09/2024 👁️ 1 visualizações 🏷️ Notícias
Cenipa divulga relatório preliminar da queda do avião da Voepass em Vinhedo

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) revelou hoje os detalhes preliminares sobre o fatídico voo 2283 da Voepass, que se transformou na maior tragédia aérea brasileira desde 2007. O relatório, apresentado em Brasília, lança luz sobre os momentos críticos que antecederam a queda do ATR 72-500 em Vinhedo, não deixando sobreviventes entre as 62 pessoas a bordo.

Em uma sala lotada de jornalistas, o brigadeiro Marcelo Moreno, acompanhado pelo coronel Carlos Henrique Baldin e o tenente-coronel Paulo Mendes Fróes, desenrolou a trama dos eventos que culminaram no desastre. As caixas-pretas, recuperadas dos escombros, forneceram informações cruciais sobre os instantes finais do voo.

O tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno abriu a coletiva com um pronunciamento, destacando a reputação internacional do Cenipa em investigações aeronáuticas e prometendo total transparência no processo. “Nossa missão é clara: entender o que aconteceu para prevenir futuras tragédias”, afirmou Damasceno.

O relatório revelou que, apesar da vasta experiência da tripulação e da manutenção em dia da aeronave, o voo enfrentou uma combinação perigosa de fatores. Os pilotos, ambos com mais de 5.000 horas de voo, estavam devidamente habilitados e com treinamento específico para condições de gelo. No entanto, as condições meteorológicas se mostraram desafiadoras.

“Havia previsão de gelo severo na rota, entre os níveis de 12.000 e 21.000 pés”, explicou o tenente-coronel Fróes. Um detalhe intrigante emergiu: o sistema de pressurização e climatização (pack) do motor esquerdo estava inoperante, limitando o teto de voo a 17.000 pés. É importante notar que o avião pode operar normalmente com apenas um pack, desde que os procedimentos sejam seguidos.

Segundo o relatório premiar, um alarme foi ouvido na cabine e os tripulantes comentaram na sequência sobre ter ocorrido uma falha no sistema de anti-gelo.

A cronologia dos eventos finais pintou um quadro alarmante. Às 13h05, a aeronave fez o primeiro contato com o Controle de Aproximação de São Paulo (APP-SP). Às 13h18, o voo reportou estar no ponto ideal de descida, mas foi instruído a manter 17.000 pés por causa de tráfego. Nos minutos seguintes, uma série de comunicações entre a tripulação e o controle de tráfego aéreo delinearam os últimos momentos de normalidade.

A situação começou a se deteriorar rapidamente às 13h11, quando o detector de gelo foi ativado pela primeira vez. “A partir dMisterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.