Cantos de baleias revelam relação entre águas quentes e alimento nos oceanos tropicais

📅 25/10/2026 👁️ 1 visualizações 🏷️ Animais
Baleia-de-Omura nadando próxima à superfície em águas azuis do oceano tropical.

Pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália, identificaram uma relação entre os cantos da baleia-de-Omura e as condições ambientais dos oceanos tropicais. O estudo, publicado em 19 de outubro de 2026 na revista Marine Mammal Science, analisou gravações submarinas realizadas entre 2005 e 2023 no noroeste australiano. Os resultados mostram que os sons desses animais aparecem com maior frequência em águas quentes e em regiões onde houve sinais de aumento da produtividade marinha cerca de um mês antes.

A pesquisa utilizou registros de 35 locais, distribuídos por aproximadamente 1.800 quilômetros de oceano. Os pesquisadores detectaram vocalizações durante todo o ano, embora a frequência variasse conforme a temperatura da água, a estação e a localização dos equipamentos.

A espécie, conhecida cientificamente como Balaenoptera omurai, foi reconhecida oficialmente apenas em 2003. Antes disso, era confundida com outras baleias, especialmente a baleia-de-Bryde. Sua presença é difícil de estudar porque os avistamentos na natureza são relativamente raros.

Como os pesquisadores identificaram os cantos

A equipe liderada pela pesquisadora Ciara Browne examinou gravações obtidas em 72 períodos de monitoramento, utilizando equipamentos submarinos instalados anteriormente para diferentes pesquisas científicas.

Os aparelhos registraram sons característicos da baleia-de-Omura, permitindo identificar sua presença acústica mesmo quando nenhum animal era observado diretamente.

Um estudo anterior, publicado em julho de 2025, já havia descrito as vocalizações da espécie no norte australiano. O padrão mais comum consiste em duas unidades sonoras, com frequências entre 17 e 50 hertz e duração aproximada de 15 segundos.

Esses sons graves são repetidos ritmicamente durante períodos prolongados, formando sequências semelhantes aos cantos de outras baleias.

Os cientistas suspeitam que as vocalizações estejam