Cães de Chernobyl estão passando por várias mutações

📅 01/12/2024 👁️ 7 visualizações 🏷️ Animais

O desastre nuclear de Chernobyl criou um laboratório natural inesperado para o estudo da adaptação evolutiva rápida. Pesquisas recentes revelaram mudanças genéticas notáveis em várias espécies que habitam a área, especialmente nos cães que vivem próximos à antiga usina nuclear.

Um estudo mostrou que os cães que vivem mais perto do local do reator desenvolveram marcadores genéticos distintos que os diferenciam de seus semelhantes ao redor do mundo. De acordo com a geneticista Elaine Ostrander, do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano (NIH), “acho que o mais notável sobre o estudo é que identificamos populações de cães vivendo dentro e nas proximidades do reator, e podemos dizer quem são esses cães apenas observando o perfil de DNA deles.”

Esse fenômeno não se limita aos cães. Lobos na região parecem ter desenvolvido mecanismos genéticos que podem protegê-los contra o câncer, enquanto os sapos que vivem na Zona de Exclusão evoluíram para uma coloração mais escura. Cientistas acreditam que o aumento da melanina nesses sapos pode oferecer proteção contra a exposição à radiação.

cães que vivem mais perto do local do reator desenvolveram marcadores genéticos distintos

Cães que vivem mais perto do local do reator desenvolveram marcadores genéticos distintos

Os mecanismos que impulsionam essas mudanças genéticas são complexos e ainda não totalmente compreendidos. Um estudo de 2020 sugere duas possíveis explicações para a evolução induzida pela radiação. A primeira envolve mutações diretas que criam variações genéticas transmitidas de uma geração para a outra. A segunda hipótese está