Atriz explicou como foi, na prática, atuar em um filme gráfico com cenas de sexo “severas” e não simuladas

📅 20/03/2026 👁️ 6 visualizações 🏷️ Entretenimento

Mais de dez anos após o lançamento, um longa-metragem europeu ainda provoca debates acalorados entre críticos e espectadores. Trata-se de Ninfomaníaca: Volume 1, dirigido por Lars von Trier, conhecido por sua abordagem provocativa e por não suavizar temas considerados delicados.

O filme reúne nomes como Shia LaBeouf, Mia Goth, Stellan Skarsgård, Uma Thurman e Willem Dafoe. No centro da narrativa está Joe, personagem interpretada por Charlotte Gainsbourg, cuja trajetória é apresentada desde o nascimento até a juventude, com foco em sua relação intensa e compulsiva com a sexualidade.

A produção ficou marcada por cenas explícitas que muitos classificaram como extremas. A versão mais conhecida tem pouco menos de duas horas, mas existe um corte do diretor com cerca de cinco horas e meia. Gainsbourg afirmou preferir essa edição ampliada. “Foi a primeira que vi. Para mim, é realmente o filme do Lars. É o gosto dele, o ritmo dele e tudo o que ele trabalhou para construir”, declarou ao jornal britânico The Independent.

É classificado para maiores de 18 anos.

É classificado para maiores de 18 anos.

Bastidores e constrangimentos

Apesar de dizer que não considerou o sexo retratado como algo chocante, Gainsbourg admitiu que filmar determinadas sequências foi desconfortável. “É necessário para essa história; é isso que precisamos ver”, explicou. Ela também comentou que encontrou beleza mesmo em meio à crueza apresentada na tela.

Ainda assim, a experiência não foi simples. “Foi muito constrangedor atuar nessas cenas. Eu queria fazer, mas ao mesmo tempo queria me esconder”, afirmou. LaBeouf também comentou ter ficado apreensivo antes das gravações, descrevendo-se como “apavorado” diante da intensidade do material.

No Reino Unido, o longa recebeu classificação indicativa para maiores de 18 anos, reforçando os alertas de que não se trata de uma obra voltada a todos os públicos.

O que aconteceu nas cenas explícitas

Quando o filme chegou aos cinemas, circularam rumores de que os atores teriam participado de cenas de sexo real diante das câmeras. O próprio LaBeouf alimentou a polêmica ao declarar, em entrevista à MTV, que havia um aviso no roteiro indicando que as cenas seriam feitas “de verdade” e que apenas o que fosse ilegal seria desfocado.

A realidade, porém, envolveu recursos técnicos mais complexos. A produtora Louise Vesth explicou ao The Hollywood Reporter que o elenco gravou simulando os atos, enquanto dublês corporais realizaram as cenas explícitas. Na pós-produção, as imagens foram combinadas digitalmente.

Segundo ela, a montagem final mostraria os atores da cintura para cima e, da cintura para baixo, os dublês. O resultado criou a impressão de realismo absoluto, intensificando o impacto do filme e contribuindo para sua fama duradoura.

Veja também: