As últimas palavras arrepiantes da notória serial killer Aileen Wuornos antes da execução, conforme documentário na Netflix é lançado

📅 03/11/2025 👁️ 1 visualizações 🏷️ História

Aileen Wuornos tornou-se um dos nomes mais conhecidos do crime nos Estados Unidos. Sua vida, repleta de abusos, pobreza e violência, ganhou destaque novamente com o lançamento do documentário Aileen: A História de uma Serial Killer, disponível na Netflix, que revisita sua trajetória sob um olhar mais aprofundado.

Nascida em 1956, em Rochester, Michigan, Aileen teve uma infância devastadora. O pai estava preso por crimes sexuais e a mãe a abandonou ainda bebê. Criada pelos avós, enfrentou agressões constantes e fugiu de casa na adolescência. Sobreviveu como pôde, vivendo em carros e estradas, e acabou entrando para a prostituição.

Entre 1989 e 1990, uma sequência de assassinatos na Flórida chamou a atenção das autoridades. Seis homens foram encontrados mortos a tiros, e as investigações logo ligaram os casos. Aileen foi presa e confessou os crimes, dizendo ter agido em legítima defesa, alegando que os homens tentaram violentá-la durante encontros.

Apesar de suas alegações, o tribunal não aceitou sua versão. Em 1992, Wuornos foi condenada à morte. Ela passou uma década no corredor da morte e foi executada por injeção letal em 9 de outubro de 2002, aos 46 anos.

As últimas palavras registradas pela equipe de execução chamaram atenção pela estranheza. Segundo os registros oficiais, ela teria dito: “Quero apenas dizer que estou navegando com a rocha e voltarei como no Dia da Independência, com Jesus, em 6 de junho. Como no filme, com a nave-mãe e tudo. Eu voltarei.”

Durante o período em que aguardava sua execução, Aileen concedeu diversas entrevistas, incluindo o documentário Aileen: Life and Death of a Serial Killer, dirigido por Nick Broomfield. Em algumas falas, ela afirmava que a polícia sabia dos assassinatos e a teria deixado continuar matando, algo que nunca foi comprovado.

O novo documentário da Netflix, dirigido por Emily Turner, mergulha na vida e na mente de Wuornos, explorando os traumas que moldaram seu comportamento e analisando o modo como o sistema judicial tratou seu caso. A produção também questiona o impacto da mídia na construção da imagem da criminosa.

Mesmo décadas após sua morte, Aileen Wuornos continua sendo uma das figuras mais intrigantes do universo criminal — uma mulher que rompeu todos os estereótipos de assassino em série e cuja história ainda desperta medo, curiosidade e debate.