A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, compartilha foto criada por IA usando lingerie em alerta ao país

📅 07/05/2026 👁️ 1 visualizações 🏷️ Tecnologia

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, compartilha foto criada por IA usando lingerie em alerta ao país

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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, compartilha foto criada por IA usando lingerie em alerta ao país

Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, tornou-se alvo de uma série de deepfakes sexualizados criados por opositores ferrenhos. As imagens mostravam Meloni sentada em uma cama, usando apenas roupas íntimas, e chegaram a receber comentários de usuários nas redes sociais, classificando sua aparência como “vergonhosa e indigno do cargo institucional que ocupa”.

Em resposta, a primeira-ministra manteve a postura firme e irônica: “Devo admitir que quem as criou, pelo menos no caso anexado, também me melhorou bastante”. Ao compartilhar as imagens, Meloni aproveitou para alertar sobre os riscos de compartilhar conteúdos online sem verificar a autenticidade, lembrando que deepfakes são ilegais na Itália.

Leis contra deepfakes na Itália

A Itália foi o primeiro país da União Europeia a criminalizar o uso de deepfakes com intenção de prejudicar alguém. A lei, aprovada em 2025, prevê punições para quem gera imagens ou vídeos sexualizados usando inteligência artificial com intuito de dano.

Este não é o primeiro episódio envolvendo Meloni. Em 2024, ela processou dois homens por €100.000 por publicarem vídeos falsos dela em um site pornográfico nos Estados Unidos. Imagens manipuladas de mulheres de alto perfil têm circulado com frequência, tornando o alerta da primeira-ministra ainda mais relevante.

Atenção ao que você compartilha

Ao comentar sobre os novos deepfakes, Meloni destacou: “Verifique antes de acreditar, e acredite antes de compartilhar. Porque hoje está acontecendo comigo; amanhã pode acontecer com qualquer pessoa. Deepfakes são uma ferramenta perigosa, porque podem enganar, manipular e atingir qualquer um. Eu posso me defender. Muitos outros não”.

O caso evidencia como a tecnologia, quando mal utilizada, pode afetar figuras públicas e cidadãos comuns, reforçando a necessidade de cuidado e responsabilidade na internet.