Chuck O’Rear não tinha a intenção de fazer história com uma foto. No entanto, ele é o cara por trás de ‘Bliss’, o icônico plano de fundo do Windows XP que praticamente todo mundo conhece.
Imagine isso: janeiro de 1996, dirigindo pelo Condado de Marin, Califórnia, a caminho de ver Daphne Larkin, que se tornaria sua esposa. Ele vê essas colinas verdes ondulantes sob um céu azul perfeito, com nuvens brancas pontilhando a cena como se fosse pintada. “Você nunca sabe quando vai ver algo que vale a pena capturar”, diz O’Rear, lembrando por que ele sempre tem sua câmera à mão.
Então, ele para, monta sua câmera Mamiya RZ67 com filme Fuji—nada de Photoshop aqui—e tira a foto. “Quando está no filme, o que você vê é o que você obtém”, ele explica. A combinação daquele filme de alta qualidade e as lentes notáveis da câmera fizeram todo o trabalho. O’Rear não estava tentando criar um ícone. “Era apenas mais uma foto”, ele diz. Mal sabia ele que essa foto o assombraria, no melhor sentido possível, pelo resto de sua vida.
Avançando para quando o grupo Corbis de Bill Gates compra a agência de fotos Westlight em 1998, onde O’Rear havia submetido a foto. A Microsoft a compra por mais de $100,000. Isso mesmo, seis dígitos. Não é uma venda de foto comum. Mas aqui está o detalhe: a foto era tão valiosa que a FedEx não quis tocar nela devido aos custos de seguro. Então, O’Rear pega um avião e entrega pessoalmente a original no escritório da Microsoft em Seattle.
Agora, essa foto não ficou apenas nos desktops dos escritórios. Está em todos os lugares. “A imagem está em todo lugar, como todos sabemos”, diz O’Rear. “Estávamos andando pelo aeroporto de Chicago anos atrás e lá estava ela.” Aeroportos, outdoors, saguões de hotéis—é como se a foto tivesse vida própria. Você não pode escapar dela, e francamente, por que você iria querer? É como um velho amigo aparecendo inesperadamente, trazendo uma onda de nostalgia.
Fotógrafo da
Mas a verdadeira mágica de ‘Bliss’ está na sua simplicidade. Sem firulas, sem Photoshop. Apenas beleza pura e natural capturada no momento perfeito. O’Rear credita a câmera e o filme pela vivacidade que faz a imagem se destacar. “O tamanho da câmera e do filme juntos fizeram a diferença”, ele diz. Se ele tivesse usado uma câmera de 35mm, o efeito não seria o mesmo. É o exemplo perfeito de como, às vezes, menos é mais.
Apesar de sua longa carreira na National Geographic, O’Rear é mais conhecido por essa única foto. “Vinte e cinco anos na Geographic e ninguém dá a mínima para isso”, brinca Larkin. O próprio O’Rear acha divertido como um clique espontâneo ofuscou anos de trabalho dedicado. Mas ei, essa é a natureza peculiar da fama. É imprevisível e muitas vezes depende dos momentos mais simples.
O’Rear não é amargo, no entanto. Ele abraçou o legado da foto. “Recebo e-mails talvez toda semana ou a cada duas semanas, algo