Trump afirma que “vai falar com Lula” em algum momento
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abalou as relações comerciais com o Brasil nesta sexta-feira, dia 11 de julho. Em declarações à imprensa, Trump confirmou que impôs uma tarifa de importação de 50% sobre todos os produtos brasileiros enviados para os EUA. Essa é a taxa mais alta dentre 22 países que receberam anúncios semelhantes na última semana.
O que está por trás dessa decisão? Trump afirmou que o Brasil não estaria sendo “bom” para os Estados Unidos, citando um suposto déficit comercial entre os dois países – uma alegação que especialistas contestam. A medida, chamada por muitos de “tarifaço”, foi formalizada numa carta enviada ao presidente Lula na última quarta-feira, dia 9 de julho, e começa a valer no dia 1º de agosto.
Um ponto chama atenção: esta nova tarifa de 50% se soma a outras taxas específicas que já existem. Produtos brasileiros de aço e alumínio, por exemplo, já enfrentam tarifas extras de 50% desde decisões anteriores. E, apenas um dia antes do anúncio geral, na quinta-feira (10/7), Trump também impôs uma tarifa adicional de 50% sobre o cobre brasileiro. Isso significa uma carga tributária acumulada pesadíssima para várias exportações brasileiras.
Durante sua fala, Trump também abordou a política interna brasileira. Ele declarou que ainda não conversou com o presidente Lula sobre o assunto das tarifas, mas que isso “talvez aconteça em algum momento, não agora”. Imediatamente após, saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que Lula estaria tratando Bolsonaro de forma “muito injusta”. Trump elogiou Bolsonaro, chamando-o de “bom negociador”, “homem muito honesto” e que “ama o povo brasileiro”.
Esta não é a primeira vez que o Brasil sofre com as tarifas de Trump. Em abril deste mesmo ano, o país já havia sido atingido por um aumento de 10% nas taxas sobre seus produtos. Agora, a escalada é significativa, colocando o Brasil no topo de uma lista global de nações penalizadas. Trump vinha ameaçando países, especialmente do grupo BRICS, com tarifas de até 100% caso não se alinhassem aos “interesses comerciais dos EUA”.
A lista completa das tarifas anunciadas por Trump para os 22 países mostra o Brasil com a taxa máxima:
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50%: Brasil
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40%: Laos, Myanmar
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36%: Camboja, Tailândia
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35%: Bangladesh, Sérvia
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32%: Indonésia
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30%: África do Sul, Argélia, Bósnia e Herzegovina, Iraque, Líbia, Sri Lanka
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25%: Brunei, Cazaquistão, Coreia do Sul, Japão, Malásia, Moldávia, Tunísia
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20%: Filipinas
O impacto econômico dessas tarifas sobre a indústria brasileira e a relação bilateral entre os dois países é uma grande preocupação para especialistas em comércio exterior. A entrada em vigor das novas taxas no início de agosto promete tensão adicional.
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