O Nobel de Física que alerta sobre o fim da espécie humana

📅 14/09/2025 👁️ 6 visualizações 🏷️ Variedades

O Nobel de Física que alerta sobre o fim da espécie humana

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O Nobel de Física que alerta sobre o fim da espécie humana

Geoffrey Hinton, cientista britânico considerado um dos grandes pioneiros da inteligência artificial, voltou a chamar a atenção do mundo com uma previsão que soa perturbadora. Em uma entrevista concedida ao jornal espanhol El Mundo, ele declarou que, em cerca de 20 anos, máquinas superinteligentes poderão não apenas ultrapassar a capacidade humana, mas também nos substituir completamente.

“Dentro de 20 anos, seres superinteligentes nos substituirão. Corremos o risco de extinção”, afirmou o pesquisador. Suas palavras têm ainda mais peso por virem de alguém que recebeu o Prêmio Nobel de Física em 2024, reconhecimento dado pelas contribuições decisivas ao desenvolvimento do aprendizado automático com redes neurais.

Para Hinton, não se trata de pessimismo ou ficção científica, mas de realismo histórico. Em sua visão, quando tecnologias de grande impacto não recebem limites claros, acabam sendo exploradas até gerarem sérios abusos.

A urgência da regulação internacional

O cientista vem defendendo há anos que a inteligência artificial precisa de uma regulamentação global. Ele reconhece os avanços da União Europeia na criação de um marco legal, mas aponta falhas graves, especialmente a exclusão do setor militar. Segundo Hinton, países europeus que produzem armas buscam desenvolver sistemas letais autônomos, e permitir exceções nesse campo representa um perigo enorme.

Outro ponto que ele critica é a prioridade dada a temas como privacidade e discriminação, enquanto riscos de maior alcance, como aplicações bélicas, criminosas ou até bioterroristas, acabam ficando em segundo plano. Para ele, esses aspectos precisam ser encarados de frente, pois já representam ameaças concretas à estabilidade mundial.

Hinton também questiona a postura das grandes empresas de tecnologia. Ele citou companhias como o Google, que abandonaram compromissos éticos